Prefeitura Municipal de Aracaju/SE
Saúde

Segundo LIRAa do ano registra queda de 97% de casos confirmados em Aracaju

16/04/18 18h19

O ano de 2018 não começou fácil para o mosquito Aedes aegypti no município de Aracaju. Relatórios da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), com base no segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, mostram que o combate ao mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika vírus está sendo eficaz, uma vez que houve um registro de 0,9 na capital, considerado de baixo risco.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS, Taise Cavalcante, o objetivo do Liraa é verificar o índice de infestação predial no município e segue uma orientação do Ministério da Saúde. "Os agentes de endemias visitaram casas e estabelecimentos comerciais de bairros da capital em busca de possíveis focos de larvas do mosquito. O LIRAa é realizado a cada dois meses e todo o material coletado durante o levantamento é encaminhado para análise laboratorial. Nós visitamos imóveis de cada bairro de Aracaju para detectar a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti, e as larvas encontradas são encaminhadas ao laboratório no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que confirma se realmente são do Aedes aegypti ou de outro mosquito", explicou.

O último resultado doe LIRAa apontou uma queda de 97% de casos confirmados, em relação ao mesmo período do ano passado. "Dos 42 bairro visitados de Aracaju, não tivemos nenhum com classificação de risco de epidemias. Vinte e oito foram classificados em baixo risco e 14 bairros em médio risco. O segundo LIRA deste ano foi realizado de 5 a 9 de março, e registrou um índice geral de 0,9 em Aracaju, valor considerado como baixo risco ou satisfatório, em relação ao aparecimento de surtos ou epidemias", garantiu Taise.

Trabalho em conjunto

Ainda de acordo com as informações da DVS, este ano foram notificados 34 casos das três doenças. "Um número bem abaixo do que foi identificado em 2017, quando foram notificados 207 casos neste mesmo período. O quantitativo de casos confirmados também diminuiu, passando de 100 para somente três em 2018. Esse resultado só foi possível graças ao trabalho conjunto feito com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), com às secretarias municipais do Meio Ambiente (Sema), Educação (Semed), e com a população. O serviço público faz a parte dele, mas a ajuda da população também é necessária. O cidadão precisa fazer a parte dele, e esse esforço em conjunto garante um resultado final com o meio ambiente com números cada vez menores do Aedes aegypti", reconheceu.

De acordo com a DVS, o último registro do LIRAa pode ser um dos mais elevados deste ano, uma vez que ele abrange o início do período de chuvas mais intensas, o que favorece locais de desenvolvimento do mosquito no meio ambiente, principalmente nos focos comuns em quintais das casas como: churrasqueiras, freezers, latas de tinta, pneus, bacias, baldes.

"O criadouro mais recorrente em Aracaju continua sendo os depósitos de água ao nível do solo, como o exemplo das lavanderias que são utilizadas para armazenar água, tendo o percentual de 66,3 dos locais encontrados de focos, apresentando um aumento em relação a janeiro de 8,4%. O percentual dos pequenos depósitos móveis e fixos [vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, calha, laje, ralos, sanitários em desuso, etc.] e dos depósitos de lixo e outros resíduos sólidos, apresentaram uma diminuição de 22% comparando com o último LIRAa realizado. O local de maior desenvolvimento do mosquito continua sendo dentro do domicílio, onde o vetor encontra alimento, abrigo e condições de proliferação, e isso fica mais evidente quando cruzamos o dado da queda de 69% nos focos de lixo encontrados em terrenos baldios. Ou seja, a comunidade tem que continuar colaborando, principalmente, nessa época do ano", concluiu Taise.

Ações de combate

Os resultados do trabalho constante da SMS ficam mais evidentes quando comparado o número de casos notificados de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegytpi de 2018 com o mesmo período de 2017. Os casos de dengue, por exemplo, apresentaram queda de 74% e a redução foi ainda mais expressiva para chikungunya e zika, que foram de 96% e 100%, respectivamente.    

"O esforço foi intenso e contou com diversas ações da SMS. Os fumacês estiveram presentes nas ruas da cidade, a coleta de resíduos sólidos foi regularizada, e mais de 9.500 pneus foram recolhidos nestes três primeiros meses, o que evitou um grande acúmulo de água parada. Muitos fatores permitiram esse resultado positivo, sobretudo a intersetorialidade, pois todas as secretarias da Prefeitura de Aracaju atuaram em conjunto para atingir esse objetivo. Seja através de palestras, promoção e saúde nas escolas, mutirões nos campos, coletas de pneus, cata-treco, aplicação dos fumacês, até a ação diária dos agentes de endemias”, revelou Taise.

Uma vez atingido o parâmetro alcançado, o planejamento para continuar em baixo risco já começou a ser executado. Além disso, os agentes de endemias reforçaram os mutirões e as visitas em pontos estratégicos quinzenalmente. "A comunidade tem um papel importante neste controle e nós, como gestão, continuamos a intensificar e mobilizar toda a sociedade no cuidado e tratamento mecânico, com a eliminação de locais propícios a se tornarem criadouros. Só assim, através da preparação do meio ambiente, podemos diminuir consideravelmente a proliferação do mosquito, mesmo com a chegada das chuvas”, afirmou.