Prefeitura Municipal de Aracaju/SE
Saúde

Saúde de Aracaju orienta usuários e profissionais sobre a prevenção do sarampo

05/07/18 17h53

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), lançou nesta quinta-feira, 5, um alerta epidemiológico aos profissionais de Saúde, a fim de promover uma maior intensificação das ações de vigilância e de imunização em Aracaju com relação ao sarampo. A preocupação é devido ao quadro epidêmico que os estados de Roraima e Amazonas vêm enfrentando, em decorrência da entrada de pessoas contaminadas no país; e da realização da Copa do Mundo na Rússia (com a reunião de cidadãos de diversas nacionalidades, que podem estar com a doença, em contato com pessoas que circulem em Aracaju).

Embora os últimos casos confirmados para sarampo no município tenham ocorrido há muito tempo, e o Brasil tenha recebido o certificado de eliminação do vírus em 2016 pela Organização Mundial de Saúde, atualmente o país encontra-se vulnerável devido às baixas coberturas vacinais.

"O fluxo migratório de países vizinhos e a Copa fazem com que seja necessário um maior empenho dos nossos profissionais da saúde, tanto para a esclarecer a população sobre a importância de manter a caderneta da criança atualizada, quanto de permanecer em alerta para casos suspeitos de sarampo, pois a notificação deve ser imediata. Destaco que os pais e responsáveis são protagonistas diretos do cuidado com seus filhos, e que precisam ser ativos no processo de prevenção das doenças. Todas as unidades básicas de saúde ofertam as vacinas necessárias para a crianças", destacou a responsável pela área técnica de doenças imunopreveníveis e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), Ilziney Simões.

A transmissão do sarampo pode ocorrer de uma pessoa a outra por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até na respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar em ambientes fechados. "Por isso, ela é considerada uma doença infecciosa viral extremamente contagiosa. Os principais sintomas são manchas avermelhadas em todo o corpo, febre alta, congestão nasal, tosse e conjuntivite, além de poder causar complicações graves, como encefalite, diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia e até cegueira; quadros que são mais graves em crianças", alertou.

No estado de Sergipe, os últimos casos confirmados foram registrados em 1999. "Assim, alertamos os profissionais de saúde dos hospitais, das Unidades de Pronto Atendimento e das Unidades de Saúde da Família para enviar a notificação imediata de todos os casos suspeitos, entrando em contato através dos telefones (79) 3711-5069 e (79) 3711-5062; ou via e-mail saude.notifica@aracaju.se.gov.br. No período noturno, feriados e finais de semana, o contato para notificações com a Unidade de Resposta Rápida/CIEVS (URR) pode ser feito através do número (79) 98107-5020", divulgou Ilziney.

Como prevenir?

A melhor maneira de se evitar a doença ainda é através da vacina. As crianças devem receber duas doses: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetra viral (que inclui proteção contra varicela) ou tríplice viral e varicela separadamente.

Caso o indivíduo esteja fora da referida faixa etária e não tenha recebido esta vacina em algum momento da vida, a vacinação se dá da seguinte forma: até 29 anos, duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas; 30 a 49 anos: apenas uma dose. Vale salientar, a importância de levar o cartão de vacina à unidade de saúde para que o profissional verifique a necessidade de atualização.

Outros cuidados ainda devem ser tomados como:

» Fazer higiene das mãos com água e sabão (sempre depois de tossir ou espirrar, de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar olhos, boca e nariz);

» Usar lenço de papel descartável;

» Proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de gotículas de saliva;

» Em caso de infecção, evitar sair de casa enquanto estiver no período de transmissão (de cinco a sete dias após o início dos sintomas);

» Evitar aglomerações, ambientes fechados e mantendo-os ventilados sempre que possível;