Prefeitura Municipal de Aracaju/SE

Aracaju dispõe de seis unidades de atendimento psicossocial à população

Pessoas com transtornos mentais e usuários de álcool e outras drogas de Aracaju dispõem de atendimento qualificado através dos seis Centros de Atenção Psicossocial (Caps) disponíveis na Capital. A Rede de Atenção Psicossocial de Aracaju (Reaps), responsável pelos Caps, possui mais de 2.500 pessoas acompanhadas mensalmente pelos Centros.

De segunda a sexta-feira, em horário comercial, as portas dos Caps estão abertas para a população aracajuana que sinta a necessidade do atendimento. Ao chegar a alguma das unidades, o cidadão será acolhido, ouvido e avaliado por uma equipe técnica especializada. Também existem outras formas de acesso ao serviço. Em alguns casos, os pacientes são encaminhados após um surto psiquiátrico, vindos da atenção básica ou, até mesmo, por decisões judiciais.

No total, são cerca de 300 profissionais envolvidos nos atendimentos, entre psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos, psiquiatras e médicos clínicos. Dos seis Caps existentes, cinco unidades também possuem acolhimento noturno para pacientes em crise, com oito leitos disponíveis em cada. Já em casos de surtos e urgências psiquiátricas, os pacientes devem se dirigir ao Hospital São José, que é a urgência mental contratada pela Prefeitura de Aracaju para realização desses atendimentos.

Após o diagnóstico, o paciente é encaminhado ao tratamento mais adequado ao seu caso. Através do Caps será traçado um projeto terapêutico regular, com definição de medicamentos e atendimentos necessários, além do desenvolvimento de oficinas terapêuticas coletivas, como dança e confecção de artesanatos, psicoterapia e atividades externas, a depender do caso.

Os casos mais leves são tratados nas unidades básicas de saúde (UBS), enquanto os considerados moderados e graves são atendidos pelos Caps. Além do uso abusivo de álcool e outras drogas, casos de depressão, ansiedade, esquizofrenia, autismo, transtorno de hiperatividade e déficit de atenção, também recebem os cuidados dos Centros.

Segundo Dalmare Sá, coordenador do Reaps, "os Caps atendem casos que estão interferindo diretamente no dia a dia das pessoas. E, para melhoria na qualidade de vida dos nossos pacientes, estamos planejando ampliar o atendimento com a contratação de educadores físicos e nutricionistas", afirma o especialista em saúde mental.

Família

Os projetos terapêuticos desenvolvidos pelos Caps incluem a participação da família, devido ao seu papel psicossocial, que além de cuidar da saúde mental, cuida da reinserção social dos usuários, desde o familiar ao profissional.

A psiquiatra da Rede, Clarissa Bastos, salienta que "a melhora de um tratamento depende de diversos fatores e um deles é a convivência familiar. Quando tem o apoio da família, o tratamento flui bem mais rápido".

"Todo serviço dos Caps tem como primazia a formação de um grupo de familiares para desabafo e para que a equipe possa compreender melhor a situação do paciente, desde o uso de medicamentos à evolução do tratamento. A família também precisa de apoio, não é fácil ter uma pessoa com transtorno mental dentro de casa", explica Dalmare.

Visitas

Os cuidados com os pacientes acompanhados pelos Caps vão além do cotidiano dentro da Unidade, quando eles optam por se afastar do tratamento. No ano de 2016, foram realizadas cerca de 800 visitas domiciliares por equipes especializadas para resgate do tratamento. "Ele pode tentar desistir do tratamento, mas nós não desistimos dele. Apesar da enorme demanda que temos, nós procuramos todos eles", ressalta o coordenador.

Evolução da saúde mental

O tratamento com doentes mentais possui uma grande diferença se comparado às internações mentais que existiam em hospícios. O trabalho realizado atualmente em Aracaju tem como objetivo incluir e dar autonomia ao paciente, respeitando a subjetividade e construindo novas abordagens ao longo do tempo.

O coordenador do Reaps afirma ainda que os tratamentos desumanos em hospícios não é uma realidade muito distante, levando em consideração que ainda existem hospícios no Brasil. "Hoje nos deparamos com histórias maravilhosas, me emociono em todas as assembleias de usuários que participo. Precisamos entender as histórias de vida e o contexto social de cada um. Mesmo com todas as nossas dificuldades, conseguimos ofertar um serviço mais humanizado, que faz sentido na vida deles", comemora.

"Não tratamos de cura quando se trata de saúde mental, mas de uma estabilização, e é isso que nós buscamos. O tratamento medicamentoso efetivo apresenta resultados positivos e trabalhar com uma rede abastecida com 95% de medicamentos nos dá a tranquilidade de saber que conseguiremos ver melhora na vida das pessoas", conclui.

Caso tenha alguma necessidade, a população pode procurar um dos seis Caps disponíveis:

- Caps III Jael Patrício de Lima - rua J, Loteamento Pau Ferro, bairro Cidade Nova. Telefone: (79) 3245-9666 / 3245-9637 / 3245-9638;

- Caps III Liberdade - rua Distrito Federal, 1000, bairro Siqueira Campos. Telefone: (79) 3179-3873 / 3179-3872;

- Caps III David Capistrano Filho - avenida Poeta Vinícius de Morais, 346, bairro Atalaia. Telefone: (79) 3241-7194;

- Caps AD Primavera - avenida Beira Mar, nº 2118, Bairro Atalaia. Telefone: (79) 3179-4620 / 3179-4621;

- Caps III / IAD Vida - rua Frei Paulo, nº 344, bairro Suíssa. Telefone: (79) 3179-3770 / 3179-3771;

- Caps Arthur Bispo do Rosário - rua Permínio de Souza, nº 1150, bairro Cirurgia. Telefone: (79) 32531268.