Com produção da Usina de Asfalto, Prefeitura garante serviços de tapa-buraco e pavimentação das ruas

Agência Aracaju de Notícias
21/11/2023 11h25

Para assegurar os trabalhos de pavimentação e recapeamento das vias urbanas que são realizados diariamente na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), possui a própria Usina de Asfalto do município, localizada na rodovia João Bebe Água, em São Cristóvão, onde é produzida toda a massa asfáltica utilizada nos serviços da gestão municipal que serve para manter as ruas da cidade em boas condições de tráfego e acessibilidade.

Atualmente, a usina fabrica três tipos distintos de material: Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), Areia Asfáltica Usinada a Quente (AAUQ) e Pré-Misturado a Frio (PMF), cada um é destinado a situações específicas. O CBUQ, composto por areia, brita, pó de brita e Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), produto responsável por unir os materiais, misturados a uma temperatura média de 160º graus, é o tipo mais utilizado para pavimentação. A AAUQ, uma mistura quente de areia, pó de brita e maior quantidade de CAP, é indicada para reparos e acabamentos, como no programa Tapa Buraco. Já o PMF, produzido em temperatura ambiente, é composto por areia, brita, pó de brita, emulsão asfáltica e água, sendo utilizado na pavimentação e recuperação de vias, assim como no programa "Tapa Buraco" em vias com menor tráfego.

De acordo com José Alberto Bispo Nascimento, diretor de Operações da Emurb, a usina, adquirida em 2008 e em funcionamento desde 2011, passou por um período de inatividade devido a gestões anteriores e retomou à atividade em 2017. “Quando o prefeito Edvaldo Nogueira reassumiu o novo mandato, foi feito um levantamento do funcionamento da usina. Em setembro daquele ano ela voltou a produzir asfalto em grande escala, fornecendo todo o material necessário para atender a demanda dos serviços de operação da malha viária. De lá para cá vem sendo feita uma produção diária entre 200 a 250 toneladas de asfalto por dia. Isso varia muito, por exemplo, se o tempo estiver chuvoso, aí a gente não usina. Essa produção serve, tanto para fazer o serviço de tapa-buraco, quanto para a pavimentação asfáltica e o recapeamento das ruas”, disse.

A produção diária inclui cerca de 90 toneladas de asfalto por dia para o serviço do tapa-buraco e 160 toneladas para pavimentação e recapeamento. A usina é composta por aproximadamente 22 profissionais que realizam análise diárias da qualidade da massa asfáltica no laboratório, garantindo a conformidade com as normas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O diretor de Operações ressalta a importância da administração municipal ter uma produção própria de asfalto. “Facilita muito, porque a gente não fica dependendo de comprar esse material de terceiros, o que sairia até mais caro. Nós temos o nosso próprio material, que é produzido com preço e qualidade melhor. A gente passa a ter o controle da produção e da aplicação, o que traz benefícios para a cidade”, declarou.

Utilização
O asfalto produzido é aplicado em ações semanais planejadas pela Emurb, abrangendo pavimentação, recapeamento e tapa-buraco. O planejamento dos locais onde as ações serão executadas são definidas de acordo com as demandas locais. Além disso, a Emurb tem uma equipe de técnicos que percorrem as ruas e verificam onde está precisando de alguma intervenção. Ao todo cinco equipes trabalham diariamente no tapa-burando, sendo quatro terceirizadas e uma própria, junto com a equipe que executa o recapeamento e pavimentação.

José Alberto diz que cerca de 4 a 5 caçambas diárias transportam o asfalto produzido para os locais determinados, contribuindo para a manutenção da segurança e acessibilidade das vias urbanas. O serviço de tapa-buraco, por exemplo, pode ser feito por meio da solicitação da população, através dos canais oficiais de comunicação. “Essa é uma ação muito importante para evitar acidentes com a população e manter a acessibilidade. Às vezes o buraco impede que a pessoa passe em determinada rua, que a depender do tamanho, fica interditada”, disse.

Para os casos em que os buracos são produzidos pela própria Emurb, ao realizar correções de drenagem, a reposição do asfalto é feita logo após o serviço. “Mas também muitas vezes acontece de o buraco não ter sido originado por alguma atividade de drenagem pluvial da própria Prefeitura, mas sim por serviços de terceiros, como de rede de esgoto, implantação de gás. Então nesses casos é de responsabilidade desses órgãos a reposição asfáltica”, explicou Alberto.