Encontro Intersetorial do CadÚnico: segundo dia discute políticas de habitação, capacitação e empregabilidade

Agência Aracaju de Notícias
17/11/2023 11h47

O segundo e último dia do Encontro Intersetorial do Cadastro Único, promovido pela Prefeitura de Aracaju, na Faculdade Maurício de Nassau (Uninassau), na manhã desta sexta-feira, 17, teve em sua programação a ênfase nas discussões relacionadas à ferramenta, políticas sociais de habitação, capacitação profissional e empregabilidade.

Reunindo colaboradores das secretarias municipais da Assistência Social, Saúde (SMS), Educação (Semed) e da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), assim como representantes dos Ministérios da Saúde, Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social, da Família e Combate à Fome, o evento propôs, nesta sexta-feira, duas mesas de debate com os respectivos temas: Inclusão socioeconômica e o trabalho social nas políticas de Habitação e Definição de novas estratégias para elevar os índices do acompanhamento de condicionalidades do Programa Bolsa Família (PBF) no município de Aracaju.

“É de suma importância esse encontro para discutir sobre o Cadastro Único. Nós sabemos que ele abrange 32 benefícios, não apenas o Bolsa Família. Neste segundo dia estamos discutindo a questão da empregabilidade e eu parabenizo o Governo Federal por inserir nas condicionalidades a questão do trabalho. O Bolsa Família é um benefício que precisa ser passageiro e a Fundat, justamente, atua capacitando e encaminhando a população para o mercado de trabalho, que é a porta de saída”, explica a presidente da Fundat, Edivaneide Lima.  

O tema geral do Encontro é  “Cadastro Único: base de inclusão e integração de políticas sociais” e busca compreender esse instrumento, as mudanças propostas pelo Governo Federal para aperfeiçoá-lo, como novas condicionalidades, e quais podem ser as melhores estratégias para ampliar seu acesso às comunidades, assim como a sua efetividade em forma de políticas públicas.  

“O Cadastro  Único é uma grande ferramenta que nos dá as informações necessárias para elaboração das políticas públicas. Ele vai além da filtragem das famílias que receberão o Bolsa Família, pois é esse grande banco de dados que nos dá o diagnóstico do território vulnerável. A partir do trabalho técnico-social realizado nos programas habitacionais e de infraestrutura, a gente consegue identificar as vulnerabilidades do território, das famílias, e fazer um link intersetorial com as diversas políticas públicas”, aponta a diretora de Gestão Social da Habitação da secretaria municipal da Assistência Social, Rosária Rabelo.

Para a coordenadora de Políticas de Transferência de Renda no município, que faz parte do Comitê Intersetorial do Programa Bolsa Família, Yolanda de Oliveira, o principal ponto é criar condições para que as famílias vulneráveis possam ascender, melhorar sua situação econômica, compreender essa possibilidade a partir da qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho, de maneira que o benefício tenha impacto transformador e seja temporário.

“A gente está trazendo hoje a Fundat para esse evento por entender que as famílias que estão no Cadastro Único, que recebem o Bolsa Família, necessitam também de um suporte para romper com ciclo de pobreza. É importante que o beneficiário entenda que o auxílio não se encerra em si mesmo, mas abrange várias ações complementares para que as famílias possam sair da situação de vulnerabilidade social”, diz.  

Entre as experiências debatidas está a realizada em Recife, na comunidade Ilha de Deus, o programa “Mulheres poupadoras”, que, através de uma poupança comunitária, busca incrementar a gestão financeira individual e coletiva, assim como estabelecer relações de confiança na comunidade.

“Para mim é uma honra estar aqui em Aracaju, repassando a nossa experiência, o trabalho da gente. A gente tem a metodologia de censo comunitário, poupança e intercâmbio. Nós reunimos as mulheres e juntamos um parcela do que a gente ganha, levantamos os dados sobre a comunidade para saber qual a perfil das pessoas que moram ali, procuramos o Governo ou a Prefeitura para reivindicar direitos e, então, compartilhamos a experiência, que é o intercâmbio que viemos fazer hoje”, ressalta Elivania Rocha, uma das participantes da iniciativa.