Na tarde dessa terça-feira, 5, a exposição “Indetectável” chegou a uma das unidades de saúde da Prefeitura de Aracaju. O projeto do Ministério da Saúde expõe até o dia 20 deste mês, no rol de entrada para os blocos do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar/Siqueira Campos), uma série de fotografias de pessoas que convivem com o HIV positivo.
De acordo com Jennifer Gomes, gerente do Serviço de Atendimento Especializado às Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, a exposição faz parte de uma campanha global de mesmo nome.
"A exposição ‘Indetectável’ apresenta as histórias de vida de 13 pessoas que estão com o vírus indetectável no organismo. É uma forma de sensibilização e conscientização das pessoas para que estigmas não sejam mais considerados quando o assunto for HIV", relata.
Para a coordenadora do Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids), Tuberculose e Hanseníase da SMS, Débora Oliveira, a iniciativa fortalece a importância da adesão ao tratamento.
"A adesão ao tratamento resulta em uma melhor qualidade de vida para o paciente. Estudos mostram que o paciente que apresenta carga viral indetectável por mais de seis meses se torna intransmissível por via sexual. Por isso, trouxemos a exposição fotográfica para mostrar o quanto as pessoas tiveram a liberdade de poder dizer que vivem com HIV e são indetectáveis”, destaca Débora.
O intuito do projeto é mostrar à população que frequenta o local a possibilidade de viver com o vírus sem transmitir o HIV por via sexual após tratamento com antirretrovirais. A exposição apresenta fotos de pessoas que se tornaram indetectáveis, ou seja, para se tornar indetectável as pessoas que vivem com o vírus utilizam medicamentos antirretrovirais regularmente. Isso permite que o sistema imunológico se recupere e, assim, possa evitar o adoecimento. Além disso, com a infecção controlada, viver com o vírus deixa de ser uma sentença de morte.
Para tal, todas as pessoas que vivem com HIV devem aderir ao tratamento buscando o sistema de saúde e utilizar a medicação adequada, além de contar com o apoio de profissionais de saúde, família, amigos e colegas de trabalho.