Após 171 anos, Aracaju passa a contar oficialmente com um Hino Oficial, um marco histórico para a capital sergipana, que até então possuía apenas a bandeira e o brasão como símbolos oficiais do município. Na noite desta segunda-feira, 27, a prefeita Emília Corrêa participou, no Teatro Tobias Barreto, da primeira apresentação pública da obra, reconhecida como símbolo oficial da cidade por meio da Lei Municipal nº 6.383, de 2 de julho de 2026.
A solenidade foi marcada por emoção, orgulho e celebração, simbolizando a incorporação definitiva do hino ao patrimônio cívico e cultural de Aracaju. A partir de agora, a capital sergipana passa a contar com um símbolo que reforça sua identidade, preserva sua história e fortalece o sentimento de pertencimento entre as atuais e futuras gerações.
A escolha do Hino Oficial foi resultado de um concurso público conduzido pela Secretaria Municipal da Cultura (Secult), com rigor técnico, transparência e imparcialidade. Ao todo, 38 composições foram avaliadas por uma comissão formada por especialistas nas áreas de música, língua portuguesa e história. Todo o processo ocorreu por meio de metodologia às cegas e votação independente, assegurando credibilidade ao resultado.
O Hino Oficial de Aracaju é de autoria do maestro José Gentil Leite, vencedor do concurso, que recebeu premiação de R$ 12 mil, além de troféu e certificado em reconhecimento à composição escolhida para representar oficialmente a capital sergipana.
O segundo lugar ficou com Odinezio Rozendo Santos, enquanto a terceira colocação foi conquistada por Emerson Porto Santos, autor da obra, e Edmael Tavares Santos, coautor.
Durante a solenidade, a prefeita Emília Corrêa destacou a importância da oficialização do hino para a preservação da memória, da cultura e da identidade de Aracaju.
"Hoje é um dia histórico para Aracaju. Depois de 171 anos, nossa cidade passa a ter um Hino Oficial que traduz, em versos e melodia, a nossa identidade, a nossa cultura e o amor pela nossa terra. Aracaju precisava de um hino próprio, de um símbolo que representasse a nossa história e fortalecesse o sentimento de pertencimento do nosso povo.
É uma entrega muito especial para cada aracajuano, um legado que vai atravessar gerações e sempre nos lembrará de quem somos, da nossa trajetória e do orgulho de fazer parte desta cidade. Mais do que uma composição, estamos eternizando um símbolo da nossa identidade, que será cantado hoje e pelas futuras gerações, preservando a memória e a história da nossa capital", afirmou.
O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, ressaltou que a oficialização do Hino representa um importante avanço para a valorização do patrimônio cultural aracajuano.
"A partir de agora, Aracaju completa o conjunto de seus principais símbolos oficiais. O Hino fortalece a identidade da cidade, preserva a nossa história e aproxima ainda mais os aracajuanos do sentimento de pertencimento. É uma obra que nasce para atravessar gerações, sendo cantada nas escolas, nas solenidades e nos momentos mais importantes da nossa capital.
Todo esse processo foi conduzido com muita seriedade, transparência e respeito aos artistas participantes. Tivemos uma comissão técnica qualificada, critérios bem definidos e um trabalho pautado na valorização da cultura local. O resultado é uma composição que representa a essência de Aracaju e passa a integrar, de forma definitiva, o patrimônio cultural da nossa cidade", destacou.
Emocionado durante a primeira apresentação pública do Hino Oficial de Aracaju, o maestro José Gentil Leite afirmou que compor a obra foi uma das maiores honras de sua trajetória. Segundo ele, cada verso e cada melodia foram concebidos para traduzir a história, a identidade e o orgulho do povo aracajuano. "Meu objetivo era criar uma obra que representasse a história da cidade, sua beleza, a força da sua gente e o orgulho de quem vive aqui", destacou.
O compositor afirmou ainda que assistir à estreia do hino foi a realização de um sonho e um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Para ele, a partir da oficialização, a composição deixa de ser um trabalho individual para se transformar em um patrimônio coletivo da cidade. "Essa composição deixa de ser apenas minha para passar a pertencer a todos os aracajuanos. Espero que cada pessoa que ouvir esse hino se sinta representada, emocionada e orgulhosa da sua cidade", disse.
Ao concluir, José Gentil Leite ressaltou o papel da música na preservação da memória e da identidade de um povo e afirmou que a obra foi pensada como um legado para as futuras gerações. "A música tem o poder de unir pessoas, preservar a memória e fortalecer a identidade de um povo. Fiz esse trabalho pensando nas gerações de hoje e nas que ainda virão, para que Aracaju tenha um símbolo que possa ser cantado com orgulho por muitos e muitos anos", concluiu.
Histórico
Maestro, arranjador, compositor, trompetista e tenente músico do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, José Gentil Leite possui uma trajetória consolidada na música instrumental, cívica e cultural. Ao longo da carreira, desenvolveu projetos que contribuíram para a valorização da produção musical sergipana.
Esta é a segunda conquista do maestro em concursos relacionados à capital. A primeira ocorreu há 21 anos, durante as comemorações pelos 150 anos de Aracaju, reforçando sua contribuição para a preservação da memória e da identidade cultural do município.