Prefeitura Municipal de Aracaju/SE
Agência Aracaju de Notícias

Aracaju 164 anos: desenvolver uma cidade humana é aguçar o olhar para o outro

15/03/19 14h00


As demandas essenciais da população aracajuana têm sido alvos do Planejamento Estratégico da atual gestão, que, com vistas nas principais carências dos moradores, está transformando Aracaju numa cidade mais humana e, sobretudo, reestruturando vidas. Mudanças significativas aconteceram, por exemplo, na vida de dona Maria Auxiliadora dos Santos, que acompanhou os primeiros moldes do que viria a ser o 17 de Março. Hoje, a imagem da lama em dias de chuva, da iluminação precária, das ruas sem calçamento e da poeira em dias de estiagem vão ficar apenas na lembrança para fortalecer a transformação pela qual a localidade tem passado.

Dona Maria sonhava morar em um local onde as pessoas tivessem mais dignidade. Segundo ela, antigamente, dizer que era moradora do bairro era motivo de vergonha, hoje, essa realidade mudou. "Agora eu posso dizer que o meu bairro está sendo cuidado e não preciso ter vergonha de dizer que moro aqui, pelo contrário, tenho orgulho. Ver o 17 de Março crescendo, com as ruas mais bonitas, com escola, unidade de saúde, me deixa muito satisfeita. Dá gosto andar por aqui", contou.

Por lá, uma das obras mais esperadas já foi concluída, a primeira Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro. Além da UBS, as famílias do 17 de Março precisavam de um bairro com melhor infraestrutura. Hoje, quem passa pelas 37 ruas da segunda etapa do bairro nota o progresso. Além da pavimentação das vias, a Prefeitura Municipal de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), construiu um novo canal na região. Com essa obra, todas as ruas do bairro contam, agora, com drenagem, esgotamento sanitário, asfaltamento, calçadas e sinalização.

Obras de infraestrutura são de extrema importância material, mas também resultam em um ganho vai além do que os olhos podem ver. É a sensação vivenciada por dona Rosângela Silva, moradora do loteamento Moema Mary, na zona Norte de Aracaju, onde a Prefeitura de Aracaju realiza a implantação da rede de drenagem pluvial, rede coletora de esgotos, terraplenagem, pavimentação e urbanização das ruas, além da contenção do morro que fica na localidade. "Minha mãe é acamada e, por várias vezes, não pode ir para consulta e fazer exames porque a ambulância não conseguia subir para buscá-la. Era um transtorno atrás do outro e um sofrimento que eu achava que não teria fim, mas, vai ter. Agora, enfim, temos a obra e, além de muito feliz, sou muito grata", destacou a moradora.

Inclusão

A construção de uma cidade humana também perpassa por uma cidade inclusiva. O prazer de viver em uma cidade litorânea e desfrutar de um banho de mar de Aracaju pode não ser tão simples para todos, mas tem sido garantido para cerca de 130 pessoas assistidas pela Organização Estrelas do Mar há sete anos. Em 2018, a ação foi ampliada, graças ao Projeto Praia para Todos, uma iniciativa da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp) em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público Estadual, universidades e conselhos das pessoas com deficiência, que também faz parte de um conjunto de metas para fomentar a inclusão.

A gestão doou 30 pranchas de bodyboard (15 delas adaptadas), dez cadeiras de rodas anfíbias, 50 camisas com proteção ultravioleta e protetor solar, ajuda que veio para beneficiar ainda mais vidas como a de dona Jeane Monteiro, mãe de Isaque, com Síndrome de Down, um dos alunos fundadores do Estrelas do Mar. "Meu filho chegou ao projeto com apenas três anos e é impressionante o quanto ele evoluiu, o quanto ele consegue interagir melhor com as pessoas à sua volta. Ele é um presente para mim e o projeto uma alegria em nossas vidas. Por isso, também sou muito agradecida pelo apoio que a Prefeitura tem dado para que o projeto possa crescer ainda mais", considerou.

Ainda pensando em oferecer meios que melhorem a rotina de quem tem algum tipo de deficiência física, motora e intelectual, em dezembro do ano passado, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), adquiriu novos equipamentos que serão usados pelos profissionais do Centro Especializado de Reabilitação (CER II), do bairro Siqueira Campos, durante o tratamento dos assistidos. Esse estímulo já chegou até a pequena Camila, por exemplo. Para sua mãe, dona Ivaneide Brás dos Santos, as consultas no CER II têm servido como um divisor de águas na rotina da filha e, consequentemente, na da família. "Minha filha é muito bem tratada. Vejo a melhora dela no andar, no se comunicar e no sorriso de felicidade com os brinquedos", reconheceu.

Servidor satisfeito trabalha com mais confiança

Não adiantaria buscar maneiras de desenvolver a cidade se quem atua diretamente na gestão não estivesse satisfeito, por isso, uma das primeiras medidas da atual administração foi regularizar o pagamento do salário dos servidores e, assim, devolver a dignidade a quem se dedica diariamente a trabalhar ao lado da gestão para Aracaju seguir avançando. Além de dois meses de salários atrasados deixados pela gestão anterior e o pagamento do 13º salário, também acumulado na administração passada, o salário foi regularizado e, até hoje, os servidores chegam até a receber antecipadamente. Com a atitude da gestão, o servidor público municipal voltou a ter perspectivas.

Funcionária da Prefeitura há 17 anos, a coordenadora do Serviço Social da SMS, Sindaya Belforf, afirmou que, até então, nunca havia passado pela incerteza de ter ou não salário para pagar suas contas e isso abalou o seu emocional. "O salário atrasado refletia no meu desempenho e isso era nítido. Os usuários eram solidários, mas, emocionalmente, era difícil. A gente, que cuida da saúde do outro, não estava com a saúde muito boa. O fato de ter uma gestão que respeita o servidor, que paga o seu salário em dia é algo que nos deixa muito mais equilibrados para fazer o nosso trabalho. Um trabalhador que não tem o seu valor reconhecido pelo gestor, dificilmente vai dar o seu melhor no dia a dia do serviço. Atualmente, temos outro pique para trabalhar e o usuário sente isso", ressaltou.