Prefeitura Municipal de Aracaju/SE
Agência Aracaju de Notícias

Inteligência e monitoramento reduzem filas na Saúde

27/05/19 12h20

Com o objetivo de otimizar os serviços de Saúde prestados pela Prefeitura de Aracaju, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através da Diretoria de Inteligência e Monitoramento, realiza um serviço de regulação de procedimentos de média e alta complexidades. Ele possibilita a redução do tempo para a realização de exames e cirurgias, ao equilibrar a demanda com a oferta dos serviços. Atualmente, 38 procedimentos estão com filas zeradas, ou seja, podem ser executados em até 30 dias após a solicitação.  

São consultas e exames variados, desde laboratoriais (patologia clínica), eletrocardiogramas, tonometria, ressonância do coração, fisioterapia, entre outros. A regulação agiliza também as cirurgias, ao priorizar os casos de pacientes com maior risco. 

O trabalho é executado por técnicos do Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar), que trabalham para tornar a gestão dos recursos e a qualidade do atendimento o mais efetivo possível. “Nós regulamos os pedidos de média e alta complexidades, exames, cirurgias e consultas. Nosso trabalho é verificar a prioridade e a pertinência, de acordo com o diagnóstico médico, ou seja, garantir que uma pessoa com um quadro mais grave, com uma necessidade mais urgente de realizar o procedimento, seja alocada em uma posição melhor na fila”, explica a coordenadora de regulação, Ticiana Carvalho.

Um exemplo claro é o seguinte: o médico solicita um exame de esforço físico para um paciente que quer começar uma prática esportiva e um outro para uma pessoa com problema cardiovascular. O segundo caso é priorizado, buscando reduzir o máximo possível o tempo de espera, mesmo que sua demanda tenha sido registrada depois. 

Desta forma, a análise ressalta o aspecto humano, levando em consideração as especificidades de cada usuário. Além disso, é possível otimizar todos os recursos disponíveis, sobretudo em um período de crise econômica, ao qual o país está submetido. “Todos os pedidos feitos pelos médicos passam por nossa equipe técnica, que reavalia cada caso, ajustando-os à realidade das filas e dos pacientes. Assim, conseguimos, por exemplo, substituir um exame de alta complexidade por outro mais simples, ou mesmo mais de um, que trarão o mesmo resultado, mas de forma mais célere. Então, conseguimos economizar recursos e reduzir o tempo de espera”, ressalta Ticiana.  

Essa busca por otimizar os serviços ganhou um aliado importante com a instalação do prontuário eletrônico,uma vez que ele facilita a prospecção de dados sobre os pacientes, seu histórico hospitalar. Obter essas informações permite aumentar a capacidade de avaliação das demandas. “ Nós adaptamos o sistema antigo ao prontuário eletrônico, então quando o paciente vai marcar seu exame ele já pode consultar qual a sua posição preliminar na fila. Depois ele será realocado de acordo com as informações dadas, podendo ser priorizado, caso atenda aos pré-requisitos”, aponta coordenadora. 

A gestão continua seu esforço para reduzir o tempo médio de espera, seja com o uso da tecnologia, seja na busca por contratar serviços, aumentando a oferta. Foi dessa forma, por exemplo, que a fila para o exame de eletrocardiograma passou de um ano para menos de 30 dias. O trabalho continua e a expectativa é que, até o final do ano, todos os procedimentos sejam realizados com uma celeridade semelhante.