Prefeitura Municipal de Aracaju/SE
Saúde

Saúde municipal previne população contra doenças que podem ocorrer no período chuvoso

11/06/19 09h21

A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), chama a atenção dos aracajuanos para prevenirem-se das doenças que podem ocorrer com as chuvas comuns deste período na capital, como a leptospirose, o tétano, as hepatites agudas (A e E), as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti e os acidentes envolvendo animais peçonhentos.

A diretora de Vigilância e Atenção à Saúde (DVAS), Taíse Cavalcante, disse que a primeira atitude é evitar entrar em contato direto com água e lama provenientes das chuvas. “Para aqueles que trabalham nessas áreas, a regra é sempre utilizar botas e luvas de borracha. Outra regra geral é sempre manter o ambiente limpo, não deixando sobras de comida e colocando o lixo dentro de sacos plásticos em locais fechados. Ao sinal dos primeiros sintomas, a pessoa deve procurar orientação médica para os devidos procedimentos”, esclareceu.

Tétano acidental

Segundo Taíse, existem algumas doenças que são inerentes ao período de chuva. "Temos como prevenir algumas doenças na forma de vacinação, como o tétano acidental, por exemplo, que é uma doença que pode acontecer quando entramos em contato com objetos que estão misturados com a chuva. Em todas as nossas Unidades Básicas de Saúde temos a vacina antitetânica, que precisa ser reforçada a cada dez anos, pois é uma doença muito séria e pode levar à morte. Assim, é importante que todos atualizem o calendário vacinal assim que possível", aconselhou.

No ano de 2017, Aracaju registrou quatro casos de tétano acidental; em 2018, apenas um; e este ano ainda não houve nenhum caso.

Hepatites A e E

As hepatites A e E são transmitidas pela água e alimentos contaminados, apresentam período de incubação médio de 30 dias e só tiveram cinco casos registrados de hepatite A em 2017. “Já o período de incubação de outras doenças transmissíveis por conta dessas ingestões, como a cólera, o tifo e as demais doenças diarreicas agudas, é mais curto, variando de algumas horas a até cinco dias. Por isso é essencial ficar atento à procedência dos alimentos ", frisou Taíse.

Quanto à água, na dúvida, é melhor tratar e ferver. A aglomeração humana em ambientes fechados também pode apresentar riscos, pois favorece a ocorrência de doenças de transmissão respiratória, como as pneumopatias e meningites.

Leptospirose

Uma doença transmitida através da urina dos ratos é a leptospirose, que é muito perigosa, pois a bactéria leptospira consegue se manter viva na água e na lama das chuvas. O período de incubação da bactéria no organismo humano ocorre após o contato com o agente infeccioso. Geralmente, depois das chuvas, a população limpa suas residências e é justamente nesse momento de contato com a água contaminada que ocorre a transmissão da leptospirose. “Os sintomas como febre alta, dores no corpo, de cabeça e na panturrilha, podem não aparecer de forma imediata, pois o período de incubação é de até 30 dias", ressaltou a diretora.

Em 2017, houve 22 casos notificados, sendo 13 confirmados e três óbitos por causa da leptospirose. No ano passado, foram 18 notificados, nove confirmados e dois óbitos. Neste ano, até o mês de maio, já tiveram 12 notificados e três confirmados.

Animais peçonhentos

Os animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e cobras, são outros problemas para a população neste período, com a chegada da chuva, eles podem ficar escondidos nos sapatos ou nas peças de roupas. “Para diminuir esse risco, a Prefeitura faz ações de prevenção em duas frentes, tanto na atuação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com ações de desratização e dedetização, e com a coleta de lixo realizada pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). No entanto, o apoio da população é fundamental, principalmente com o descarte correto do lixo", enfatizou Taíse Cavalcante.

Os acidentes com animais peçonhentos foram, em 2017, 855 no total, sendo 772 com escorpiões, seguido de 25 casos causados por aranhas e 10 acidentes com serpentes, por exemplo. Em 2018, foram 925 acidentes. Novamente, os escorpiões foram os maiores causadores, com 860 casos. Neste ano, até o dia 10 de junho, foram 306 casos, sendo 272 com escorpiões, nove casos com serpentes e cinco com aranhas.