Aracaju já aplicou mais de 11 mil doses da vacina contra a poliomelite

Saúde
18/08/2015 17h00

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vem realizando desde o último sábado, 15, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomelite nas 43 Unidades de Saúde da Família (USFs). A estimativa do Ministério da Saúde é que Aracaju atinja 95% do público-alvo da vacina, o que corresponde a 38.253 crianças (entre seis meses e menores de cinco anos). Até o momento, foram aplicadas 11.820 doses da vacina, ou seja, 30,90% da meta. Lembrando que a campanha prossegue até o dia 31 de agosto, das 7h às 17h nas 43 Unidades de Saúde e das 17h às 20h nas dez unidades que funcionam em horário estendido.

A coordenadora do Programa Municipal de Imunizações da SMS, Débora Moura, chama a atenção para que os pais levem a Caderneta de Vacinação, pois durante a campanha, serão também fornecidas vacinas complementares. “Todos os pais devem levar seus filhos de seis meses a menores de cinco anos para receber as duas gotinhas contra a paralisia infantil. Estamos também avaliando o Cartão de Vacinação da criança, para saber se existe alguma outra vacina em atraso que ela também possa receber. Se caso houver, a criança será imunizada contra a Pólio e também receberá a multivacinação”, ressaltou.

Débora ainda frisou a importância da vacinação para manter o município de Aracaju livre da paralisia infantil. "O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi há 26 anos e isso nos motiva a participar sempre com muito entusiasmo desta ação, reforçando aos pais sobre como é essencial as crianças ficarem prevenidas contra a doença através da vacina. Existe tratamento para a doença, mas uma vez instalado o vírus, a criança sempre vai ficar com sequelas, por isso que a única maneira de prevenir é através da vacinação”, destacou.

O vírus

A Poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. Embora ocorra com maior frequência em crianças menores de quatro anos, também pode ocorrer em adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas (forma subclínica) ou nenhum e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias como gripe - febre e dor de garganta - ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação (prisão de ventre), dor abdominal e, raramente, diarreia. A doença ainda pode deixar sequelas graves, como a paralisia dos membros inferiores e/ou superiores. E quando atinge os músculos respiratórios pode levar a morte.