São mais de dez anos de estrada e milhares de quilômetros percorridos. Já consagrada no mercado sergipano, a banda NaurÊa registra também o aumento do seu sucesso em outros Estados e mesmo fora do Brasil. Turnês em outros Estados e em países europeus revelam crescimento da proposta musical do grupo, uma miscelânea de sons comandados pelo samba e pelo baião. Seu estilo único é responsável pela fidelidade da base de fãs que os acompanham em todas as suas apresentações no estado.
Surdo, caixa, baixo, percussão, guitarra e cavaquinho se unem à sanfona e à zabumba e, através do talento dos oito músicos que compõem a banda, revelam o potencial aglutinador do forró. Mais uma vez inserido na programação do Forró Caju, o grupo não esconde a satisfação e a alegria de se apresentar no maior evento musical de Sergipe, como conta o vocalista Alex Sant’Anna em entrevista à Agência Aracaju de Notícias.
Agência Aracaju de Notícias (AAN) – A NaurÊa está com mais de dez anos de carreira e já vem tocando há alguns anos no Forró Caju. Como é a sensação de subir mais uma vez ao palco desse evento?
Alex Sant’Anna – Existe sempre a expectativa de tocar no mês de junho no Forró Caju. Nos anos que não tocamos pareceu que ficou faltando alguma coisa. É um grande evento que sempre leva um grande público, o que pra banda é muito bom.
ANN – A NaurÊa é uma das atrações sergipanas mais aguardadas. O que o público presente no Forró Caju pode esperar da apresentação da banda na noite do dia 25 de junho?
Alex – Acabamos de lançar o EP "Furdunço", então esse ainda é um show de divulgação do EP. Estamos preparando disco novo, então quem sabe teremos alguma inédita?!
ANN – O forró é um dos ritmos centrais das músicas da NaurÊa, e este ano está sendo comemorado o centenário de Luiz Gonzaga. A banda está preparando alguma homenagem para o Rei do Baião?
Alex – Nós já temos músicas do Rei no nosso repertório, e este ano não poderia faltar. Temos uma música que se chama "Luiz não morreu", que é uma maneira de homenagear o Rei do Baião.
ANN – Qual a importância da realização do Forró Caju para os artistas sergipanos como a NaurÊa?
Alex – O Forró Caju é uma oportunidade que os artistas têm de divulgação com maior alcance, onde podemos tocar pra milhares de pessoas. Com certeza o Forró Caju e o Projeto Verão são importantes na carreira da NaurÊa, na construção do nosso público. Mas seria muito bacana que em outros pontos da cidade também tivessem outros arraiás, para uma circulação maior dos nossos artistas.
ANN – Como é a receptividade do público dentro e fora de Sergipe? A relação é diferente?
Alex – Aqui a gente toca para um público que nos acompanha há muito tempo, é como um time jogar em casa com o apoio da torcida. Fora de Aracaju, assim como fora do Brasil, a NaurÊa sempre foi bem recebida, as pessoas dançam, e como as letras são curtas e pegajosas, em pouco tempo já cantam com a gente. É sempre uma satisfação poder representar Sergipe em outros lugares.
ANN – Como vocês definem o figurino da NaurÊa? As escolham revelam algum significado ou refletem apenas o gosto individual?
Alex – Genival Lacerda é nosso mestre no forró e na moda. Eu e Márcio [de dona Litinha - Vocal e Zabumba], principalmente, somos discípulos de Genival no quesito moda, e eu ainda tenho uma boa barriga que ajuda. Os outros integrantes seguem bem o gosto pessoal. Não há um figurino definido, mas como nossa música é muito pra cima, as cores estão sempre presentes deixando um palco bonito.
ANN – Quais os planos da banda para o restante do ano? Alguma novidade?
Alex – Estamos gravando um novo EP e planejando uma viajem ao sudeste, até o fim do ano lançaremos um CD completo. Aguardem!