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Coleta Seletiva: uma realidade há mais de dez anos em Aracaju

14/11/2012 - 14h03
clique para ampliarCaminhões do Programa de Coleta Seletiva percorrem a cidade seguindo itinerário próprio (Fotos: Ascom/Emsurb)
clique para ampliarTodo material que chega à Care passa por triagem
clique para ampliarVaneide Santos, presidente da Care
clique para ampliarProfessora do curso de Ecologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Myrna Friederichs
clique para ampliarServiço de conscientização busca orientar cada morador
clique para ampliarCidadão Consciente, Cidade Limpa
clique para ampliarPrensa
clique para ampliarTrituradora
clique para ampliarSomente em 2012, quase 3 mil toneladas de material inorgânico deixaram de ser levadas ao Aterro Controlado

Na capital da qualidade de vida, há mais de dez anos o lixo não é tratado como produto inútil. Em Aracaju a coleta seletiva é atuante e eficiente graças ao desempenho da Prefeitura Municipal através do Programa de Coleta Seletiva de Resíduos Inorgânicos, gerenciado pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), e também à conscientização da população ao separar o lixo seco.

Uma das soluções para o acúmulo de lixo urbano está na reciclagem, que proporciona ainda economia e sustentabilidade ao ambiente. Com este pensamento a Emsurb atua na capital desde 2001, quando o bairro Inácio Barbosa foi escolhido para fazer parte do programa piloto de coleta seletiva. Somente no primeiro ano foram coletadas mais de 120 toneladas de material reciclável e 9 bairros já faziam parte da ação. Os números sociais também já diziam muito para as 33 famílias de ex-catadores que integravam a Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care), destino dos resíduos inorgânicos coletados.

Entre janeiro e outubro deste ano, quase 3 mil toneladas de resíduos inorgânicos - que levariam dezenas ou centenas de anos para se decompor - deixaram de ser levadas ao Aterro Controlado Santa Maria. A média mensal é de 240 toneladas de material recolhido pela equipe de 17 trabalhadores - entre motoristas, fiscais e agentes -, e transportado nos cinco caminhões coletores do programa. Eles percorrem a cidade em diferentes dias e horários da coleta de lixo comum, seguindo itinerário próprio  (disponível para consulta no site da Emsurb). A diferenciação de rota proporciona maior comodidade e segurança à população, que pode realizar o descarte próximo à residência com a certeza de que o material separado com tanta dedicação será realmente aproveitado e reciclado.

Segundo o gerente de Limpeza Urbana da Emsurb, Reinaldo de Souza, a equipe que faz este tipo de coleta recebe capacitação a fim de saber o tipo de lixo que pode ser colhido para a reciclagem. Diversas são as localidades atendidas na capital (Conjuntos Bela Vista, Santa Lúcia, Beira Mar I e II, Médici, J. K., Sol Nascente ; os bairros Cirurgia, Getúlio Vargas, 13 de Julho, São José, Aeroporto, Jardins, Siqueira Campos, Grageru, Aruana e Inácio Barbosa; Loteamento Parque dos Coqueiros, Jardim Esperança e Beira Rio), além de órgãos públicos, universidades, hotéis e empresas privadas. Todo o volume de resíduo continua sendo encaminhado à Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care).

Ao chegar a cooperativa o material passa por uma triagem antes de ser prensado ou triturado - formatos em que é comercializado. Segundo a presidente da Care, Vaneide Ribeiro Santos, no montante depositado pelos caminhões sempre há resíduos não recicláveis, e os que são recicláveis precisam de um tratamento (limpeza) antes de ir para as máquinas de trituração ou prensa. O produto final é vendido para indústrias de dentro e fora do Estado, onde é feito o reaproveitamento dos materiais. "Só não mandamos para a indústria o metal, pois a quantidade recebida é muita pouca. Então vendemos para sucateiros", esclarece Vaneide.

Já consciente de que a reciclagem é essencial para a preservação da natureza e da própria humanidade, a moradora do bairro Luzia, Silvanira Santana, deposita o material que separa diariamente em casa num ponto de coleta seletiva próximo a sua residência. "Um ambiente sustentável proporciona mais qualidade de vida, além de trazer mais economia ao país, que consome menos e consequentemente gasta menos", afirmou a cidadã consciente.

No outro lado dessa cadeia produtiva sustentável, o catador de papelão Arnaldo Bispo conta que começou a recolher papelão nas ruas para conseguir dinheiro e ajudar nas despesas da casa. Segundo ele, sempre que andava pelas ruas do bairro Santa Maria, onde mora, via muito papel jogado, e então começou a coletar para vender. O trabalho se tornou lucrativo e ele continua com a atividade até hoje. "Agora sei que o que faço, além de me dar retorno financeiro, ajuda o meio ambiente. Pelo menos o lixo que pego não entope os bueiros da cidade", enfatizou Arnaldo.

O que o Arnaldo descobriu no dia a dia pode e deve ser ensinado em sala de aula. A professora do curso de Ecologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Myrna Friederichs explica que Educação Ambiental é dividida em duas formas: a formal, que é atuante em ambiente escolar, e a informal, que pode ser desenvolvida em todas as situações e comunidades. Para ela, diante da atual degradação ambiental, uma educação direcionada para este tema é extremamente necessária. "A mudança tem que ser individual e coletiva para que a sensibilização em ser sustentável possa aparecer", destacou a professora, que separa o seu lixo antes do descarte.

Cidadão Consciente, Cidade Limpa

Antes de a educação ambiental integrar a grade curricular das escolas, a própria Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) leva informação aos moradores dos bairros atendidos pelo Programa de Coleta Seletiva de Resíduos Inorgânicos. Implantado em fevereiro deste ano, o projeto ‘Cidadão Consciente, Cidade Limpa' tem como objetivo orientar e conscientizar o cidadão sobre os benefícios da coleta seletiva, o descarte correto de entulho, principalmente oriundo da construção civil, e a necessidade de cooperação de todos para que o trabalho alcance êxito no aproveitamento do que é recolhido.

Compostas por jovens aprendizes, capacitados como agentes ambientais e coordenados por educadores ambientais da Emsurb, as equipes do projeto percorrem as ruas dos bairros que estão inseridos no programa, levando informação de porta em porta. Os agentes também entregam informativos explicativos e cartilhas e aplicam questionários, que auxiliam no diagnóstico da situação local. O roteiro da ação promovida pela PMA já foi cumprido nos bairros São Conrado, Inácio Barbosa, Siqueira Campos, Getúlio Vargas, Cirurgia, São José e Treze de Julho.

É fácil participar da Coleta Seletiva, basta separar e limpar o chamado lixo seco (embalagens plásticas, garrafas pet, canos e tubos, garrafas e frascos de vidro em geral, copos, potes de produtos alimentícios, latas de refrigerante, de leite em pó, de conservas, envelopes, jornais, revistas etc.) e colocar em sacos ou caixas, separando-o do lixo úmido (restos de comida, guardanapos, papel higiênico etc.). O material deve ser disposto em frente à residência no dia certo ou no ponto de coleta mais próximo. Caso seu bairro ou condomínio não esteja sendo atendido pelo Programa de Coleta Seletiva de Resíduos Inorgânicos ligue para a Assessoria Técnica da Emsurb (3179-7001) para fazer o pedido de análise do caso. Saiba aqui como a comunidade do Pantanal, mais nova localidade inserida no programa, foi contemplada.

Care

A Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care) iniciou suas atividades com apenas seis cooperados, atualmente o número chega a 86 e deve aumentar logo, segundo expectativa da presidente da Cooperativa, Vaneide Ribeiro Santos, que já observou a elevação da quantidade de material recebido em relação aos cooperados. A Care fica localizada no bairro Santa Maria, rua A, nº 50, e pode ser contatada pelos telefones (79) 3243-1581/9138-5905.

 

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