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Centro de Zoonoses atua na prevenção de doenças transmitidas por animais

14/03/2017 - 08h00
clique para ampliarTécnica analisando o LIRAaFotos: Ascom/SMS
clique para ampliarAnimais peçonhentos recolhidos
clique para ampliarGestores do CCZ
clique para ampliar
clique para ampliarPosto fixo de atendimento
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) engloba a saúde pública da população em todos os aspectos, por isso é importante destacar o trabalho do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Este órgão atua na prevenção e controle das doenças adquiridas pelo homem através de animais, com a finalidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades. No início desta semana, a equipe se reuniu para buscar uma maior divulgação do trabalho de prevenção, especialmente neste período em que se aguardam as chuvas na cidade e as doenças são mais disseminadas.

O veterinário Cassiano de Oliveira Fernandez, coordenador do CCZ, informou que o órgão trabalha durante todo o ano com os programas da prevenção e controle da raiva, da leishmaniose, leptospirose, esquistossomose, acidentes com animais peçonhentos, dengue, chikungunya e zika. “As pessoas precisam ter consciência da prevenção para evitar animais nocivos à saúde da população. É necessário manter as residências e os quintais limpos. Por exemplo, em casas que têm muitas baratas aparecem escorpiões. Se a casa tiver entulhos, garrafas pets abertas, muito mato, certamente vão proliferar os mosquitos, podem aparecer roedores e com isso várias doenças”, alertou o veterinário.
 
“Outra ação importante é deixar os agentes de combate as endemias entrarem nas residências para buscarem focos e orientarem as pessoas para evitar as doenças. Como já estamos nos preparando para o período das chuvas na nossa capital, devemos alertar a população”, enfatizou o coordenador do Centro de Zoonoses, órgão ligado à Coordenação de Vigilância Epidemiológica (Covepi) da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS).
 
No CCZ tem um posto fixo para atendimento de consultas e exames, como também para aplicação de vacinas contra a raiva em cães e gatos durante o ano todo. “Não é só nas campanhas de vacinação antirrábica. Durante todos os dias úteis, temos profissionais qualificados para atender estes animais e se precisar de algo mais sério, como uma cirurgia, por exemplo, fazemos o encaminhamento para clínicas veterinárias”, explicou Cassiano Fernandez.

Ações

O Centro de Controle de Zoonoses tem laboratório de teste rápido para leishmaniose, análise de caramujos e de larvas para o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). “Enfim, analisamos todas as doenças destes programas municipais aqui, mas o exames comprobatórios são feitos por nossos técnicos no Laboratório Central do Estado (Lacen)”, explicou a biomédica Cassandra Franca, responsável pelo laboratório do CCZ.

Para o combate ao mosquito Aedes Aegypti são cerca de 200 agentes de endemias na capital. Já para a prevenção da leishmaniose são apenas 11 profissionais e para o controle da esquistossomose, apenas 5. “Definimos a área a ser trabalhada, porque já temos o perfil epidemiológico da esquistossomose. Distribuímos os coletores, no dia seguinte, fazemos a coleta do material e encaminhamos para o laboratório do CCZ que emite o laudo. Quando dá positivo, fazemos uma integração com a unidade de saúde mais próxima, notificando o paciente para que ele faça o tratamento. Neste momento estamos na Zona Norte, mais especificamente no bairro Cidade Nova, e já concluímos o trabalho no Japãozinho. Tratamos o paciente e o meio ambiente, porque a doença está diretamente ligada à falta de saneamento básico”, esclareceu José Chagas, supervisor do Programa Municipal de Controle da Esquistossomose.

No caso da leishmaniose, a atuação acontece onde tem casos positivos e cães positivos para a doença. “Fazemos a coleta do sangue canino para análise, instalamos aparelhos para capturar mosquitos flebótomos - que transmitem a leishmaniose visceral canina, conhecida por calazar -, e também realiamos o controle químico, que é a aplicação de inseticida em áreas já identificadas. Realizamos trabalhos educativos em escolas, uma vez que quase em todos os bairros de Aracaju existem cães infectados. Não fazemos mais a eutanásia no cão desde 2013 por uma determinação do Ministério Público, encaminhamos os donos dos cães a procurarem os veterinários que fazem”, informou Wilson Oliveira dos Santos, supervisor do Programa Municipal de Controle da Leishmaniose.

Endemias

O supervisor de Endemias, José Bonfim Oliveira Santos, explicou que o Programa Municipal de Prevenção e Controle de Endemias faz ações complementares contra a dengue, febre chikungunya, zika, febre amarela e leptospirose. “Trabalhamos em 84 pontos estratégicos, como ferros velhos, cemitérios e praças. Todo mês nós vamos nestes locais e borrifamos com o fumacê costal. Onde tem aglomeração de pessoas também fazemos o mesmo procedimento, como foi no carnaval neste ano. Estamos retomando, em abril, o Projeto Praça Limpa e Protegida (PPLP), uma ação em parceria com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Uma vez por mês vamos às 34 praças inscritas no projeto e fazemos a identificação de roedores, cupins, focos do mosquito Aedes aegypti e a Emsurb limpa as praças e recolhe o lixo”, falou o supervisor.

O Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju tem mais de 25 anos, está localizado no Centro Administrativo do Bairro Capucho (vizinho ao Ibama), na Av. Dr. Carlos Rodrigues da Cruz, 1081. Qualquer contato pode ser realizado através dos telefones: 3179-3528 e 3179-3565. Em Sergipe, somente os centros de zoonoses de Aracaju e Lagarto estão em funcionamento.  
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