Telemedicina amplia acesso dos aracajuanos a serviços médicos da rede municipal

Agência Aracaju de Notícias
31/07/2023 07h01
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O uso da tecnologia tem permitido aos cidadãos aracajuanos uma maior agilidade e acesso a serviços médicos especializados da rede municipal. Desde o mês de julho, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem disponibilizado atendimentos no Serviço de Telemedicina na capital. As teleconsultas estão sendo ofertadas em 39 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas especialidades de Neurologia adulto e pediátrico, Psiquiatria adulto, Endocrinologia e Nefrologia.

A oferta do serviço médico à distância tem garantido mais conforto aos pacientes que necessitam de atendimento especializado, além de mais rapidez no diagnóstico e agilidade no tratamento. São disponibilizadas 2.000 consultas por mês no Serviço de Telemedicina e para ter acesso o paciente precisa possuir um encaminhamento médico.

De acordo com a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, o propósito da iniciativa é resolver uma demanda reprimida de oferta de algumas especialidades médicas. “A Secretaria Municipal da Saúde tem investido em tecnologia para otimizar os serviços e facilitar o acesso do usuário. Já implantamos o prontuário eletrônico, o Portal da Saúde, o aplicativo Mais Saúde Cidadão e agora o serviço de telemedicina. Nosso objetivo é oferecer uma assistência em saúde cada vez melhor para o aracajuano”, destaca.
A médica neurologista Emily Taynara Miranda Alves começou a trabalhar neste ano, na forma à distância, e diz que tem sido uma experiência enriquecedora para ela, como profissional, e para os pacientes. “A equipe de Aracaju é sempre muito bem organizada, sempre respeitando o horário. Os pacientes são muito receptivos, então eu estou tendo uma experiência muito boa. Os pacientes têm tido uma ótima receptividade, mesmo aqueles mais idosos. Eles ficam felizes, conversam bastante, e o trabalho está fluindo bem”, afirma.

Atendimento
Segundo Emily Taynara, no horário agendado os pacientes geralmente já estão prontos, sentados com o fone de ouvido ou o áudio funcionando. A partir daí, a consulta é iniciada, com todos os procedimentos necessários. “Eu sempre pergunto se eles estão me enxergando e ouvindo bem. A gente inicia a consulta, que dependerá muito do problema específico. Como eu sou  neurologista, costumo atender bastante pacientes com dor de cabeça, transtorno de movimento, epilepsia, e a partir daí eu vou guiar na consulta. Logo após, eu faço toda a parte de receituário, exames e período de retorno, se necessário”, explicou.

Por se tratar de telemedicina, para que o atendimento seja possível, é necessário que haja elementos tecnológicos essenciais, como, por exemplo, acesso à internet, uma plataforma de comunicação segura e confiável e que permita a realização de uma videoconferência, de troca de arquivos, e que respeite a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A médica de família e comunidade Nathália Domingues, assessora técnica da parte médica da empresa contratada para executar os serviços de Telemedicina na rede municipal, destaca que “a telemedicina desempenha um papel fundamental para atender a demanda de Aracaju".

"A telemedicina permite que os pacientes tenham acesso a serviços médicos de qualidade, mesmo que à distância, por meio de consultas com profissionais qualificados da área da saúde, com possibilidade do diagnóstico e do tratamento. Então é possível, muitas vezes, superar barreiras geográficas, diminuir as filas de espera do SUS, otimizar o tempo de resposta para um atendimento médico. A gente consegue garantir que mais pessoas possam receber os cuidados médicos de forma rápida e eficiente”, reconhece a profissional.

Além de Aracaju, a empresa que presta serviço à rede municipal da capital já trabalha com serviços de telemedicina em diversas cidades de Santa Catarina (SC), bem como em Brasília (DF), Catanduva (SP), Mossoró (RN) e outros municípios. A médica Nathália Domingues esclarece ainda que, por ser um atendimento à distância, a telemedicina apresenta algumas limitações, mas que não prejudicam em nada o atendimento.

“Em nenhum momento nós temos a pretensão de substituir o atendimento presencial, pelo contrário, a gente quer complementar a gestão da saúde. Então a resolutividade do nosso serviço hoje é de quase 90%. Significa dizer que apenas 10% dos atendimentos são direcionados para o presencial. Não pretendemos desvincular a telemedicina do atendimento presencial e da importância dele. Eu acho que alguns aspectos do atendimento presencial podem ser perdidos, como contato físico direto, avaliação de alguns sintomas, mas que a telemedicina tem vantagens e desafios, a gente não pode negar”, explica Nathália.

A médica destaca ainda que a modalidade de atendimento pela telemedicina apresenta inúmeras vantagens. “A primeira é o acesso facilitado. A gente tira barreiras geográficas e permite que os pacientes consigam o acesso a especialistas médicos. Há uma maior agilidade no atendimento, uma economia de tempo e recursos. Além disso, podemos falar que nessa modalidade há uma maior eficiência, pois às vezes é possível compartilhar as informações médicas com muito mais rapidez, e isso facilita o diagnóstico, o tratamento, e a gente também consegue manter a continuidade do trabalho. Há também a vantagem da redução de infecção. O paciente que antes se expunha, ao ir a um hospital, pode ter o seu problema resolvido de uma forma muito mais simples”, explicou.

Os usuários dessa modalidade de consulta na rede municipal de Aracaju têm aprovado a qualidade do atendimento, a exemplo de Weslley Ezequiel Bispo dos Santos, de 12 anos. A sua mãe, Ana Carla Lima, explica que o filho já foi atendido duas vezes por telemedicina, e que o resultado tem sido bastante satisfatório.
“É praticamente o mesmo que uma consulta presencial. Ele está sendo acompanhado por essa neurologista, e para agendar a consulta foi tudo muito rápido. Eu consegui marcar em um posto de saúde do Orlando Dantas. E aí do posto foi marcado para uma teleconsulta no posto do Santa Maria, onde teve a primeira consulta dele. E agora foi o retorno. Em um mês, mais ou menos, a gente conseguiu agendar a consulta e retornar. A médica já tinha passado os exames dele na primeira consulta, e o relatório para a pedagoga da escola. No retorno, ela passou remédio, e vamos continuar o acompanhamento com ela. A médica é muito boa”, conta a mãe.