Todas às sextas-feiras, a dona de casa Elza Valentim não abre mão de ir à feira livre do conjunto Castelo Branco adquirir carnes e verduras que irão compor o almoço do fim de semana da família. Em meio às bancas padronizadas, Elza escolhe os produtos com conforto e tranquilidade. “Não troco fazer minhas compras na feira pelo supermercado. Aqui, tudo é mais em conta, os produtos são de qualidade e o espaço é limpo, amplo e organizado e a gente ainda faz amizade com os feirantes”, afirma ela, que mora há menos de 800 metros do espaço de compras.
Acompanhada da filha, a senhora Selma Vital sai do conjunto Sol Nascente, onde reside, para comprar frutas e queijo na feira livre do conjunto Castelo Branco. “A variedade de produtos neste espaço é muito boa. Além disso, a estrutura é ampla, sem aperto, podendo transitar tranquilamente durante as compras”, enumera a aposentada.
A facilidade dos aracajuanos em ter uma feira livre próximo de onde moram é graças ao trabalho da Prefeitura de Aracaju que, através da Empresa Municipal de Urbanos (Emsurb), administra 29 espaços de compras ao ar livre em vários bairros da capital. Simbolizando uma das mais antigas formas de comercialização de produtos, as feiras livres têm a sua história diretamente relacionada à cultura popular. Em Aracaju, 3.355 estruturas de comércio acontecem entre terça-feira e domingo, estando entre as três maiores, aquelas localizadas nos bairros Bugio, Santo Antônio e América, com mais de 300 bancas cada uma.
“São 32 trabalhadores de fiscalização, entre coordenador, fiscais e orientadores que realizam um trabalho de monitoramento completo orientando cada um dos comerciantes quanto às normas que devem ser respeitadas, para que sejam mantidas a ordem e a plena organização desses espaços”, ressalta o presidente da Emsurb, Bruno Moraes.
Ao longo dos anos, a Prefeitura de Aracaju colocou em prática medidas com o intuito de proporcionar maior conforto, tanto para os negociantes, quanto para os consumidores. "Dentre as melhorias estão a padronização que contou com a substituição de toldos, novas barracas, tendas com lonas de proteção e colocação de balcões frigoríficos", lembrou Bruno.
Esses benefícios facilitam a vida de consumidores como a atendente de restaurante Rosana Mendonça, que todas as quartas-feiras, na zona Norte da capital, não dispensa acordar mais cedo para garantir os produtos fresquinhos vendidos na feira livre do bairro Santos Dumont. É no espaço de compras, gerenciado pela empresa municipal, no qual acomoda 135 bancas, que a moradora compra as frutas, verduras e laticínios da semana.
Rosana destaca o trabalho realizado pela Prefeitura no tocante à organização das feiras livres. “Resido aqui há 15 anos e não abro mão dessa rotina. Antes de sair para trabalhar, venho à feira. Aqui, os produtos são frescos, as bancas são espaçosas, e também tem fiscais para organizar e orientar os comerciantes e os frequentadores”, comenta a aracajuana, que mora há dois quarteirões do local.
Para quem vive do comércio em feiras livres, ter uma estrutura bem cuidada e um espaço organizado é de suma importância, conforme aponta a feirante Elisângela Santos. Durante três dias na semana a rotina dela começa cedo, muitas vezes bem antes do nascer do sol. Feirante há 35 anos, o seu relacionamento com a venda de produtos ao ar livre começou cedo, aos 15 anos de idade, quando ainda morava e estudava no município sergipano de Boquim. Residindo em Aracaju, há cerca de 20 anos, a feirante tem a venda de frangos como a principal forma de sustento da família, que incluiu dois filhos. E foi com a atividade de feirante que ela conseguiu formá-los.
“Minha menina se graduou em enfermagem e meu menino em direito, graças ao meu trabalho”, disse com satisfação, Elisângela.
A comerciante elogia as melhorias implementadas nos espaços de compras ao ar livre nos últimos anos. “A organização segue sempre melhorando. Lembro quando as bancas eram de madeiras. Nos últimos anos, as bancas foram padronizadas, ficaram espaçosas e balcões frigoríficos foram instalados dando outra visibilidade aos produtos”, declara ela, que comercializa nas feiras livres do Santos Dumont, Santa Maria e Conjunto Agamenon Magalhães.
Na banca de José Domingos, que comercializa nas feiras do Dom Pedro, Santos Dumont, Agamenon Magalhães, Santo Antônio e Bairro América, o que não falta são opções de cereais. Feirante há 30 anos, seu cotidiano é compartilhado com a esposa, que o auxilia na organização dos produtos e nas vendas.
Confira aqui os dias e locais das feiras livres administradas pela administração municipal.