Diante das mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, a relevância de estabelecer políticas públicas que ajudem a sociedade a alcançar a sustentabilidade é cada vez maior, tanto para reduzir danos e melhorar a qualidade de vida agora, quanto para assegurar que as futuras gerações possam usufruir de um meio ambiente equilibrado. Frente a isso, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA), desenvolve o projeto Aracaju Mais Verde, atuando em três pontos principais: a criação de um inventário arbóreo, a realização do plantio de espécie e a ampliação da área destinada à conservação.
Através do programa, a administração municipal realiza o levantamento do Inventário de Arborização da capital, cujo objetivo principal é obter um panorama da situação atual das árvores, sua quantidade e estabelecer as melhores ações de manejo das espécies.
De acordo com a Agência Meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU), as temperaturas médias no planeta, em 2023, atingiram o nível mais alto em 174 anos e há alta probabilidade para 2024 que um novo recorde de calor seja estabelecido, o que torna os desafios para enfrentar a crise climática, enormes. Os “grandes vilões” responsáveis pelo problema são os chamados gases do efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4), despejados na atmosfera preponderantemente pela queima de combustíveis fósseis e pela criação de gado, respectivamente. As plantas, os oceanos e o solo são os principais responsáveis pela remoção desses gases da atmosfera.
“Nós temos informações precisas, técnicas, sobre as árvores que estão nas avenidas, parques e praças na cidade de Aracaju, o que permite que a gente melhore a nossa capacidade de fazer política de arborização. As árvores estão sendo catalogadas no sistema que está sendo desenvolvido pela própria Prefeitura, de maneira que a gente possa acompanhar a evolução desses seres vivos e fazer as intervenções necessárias”, explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Alan Lemos.
O cuidado com as árvores existentes é aliado ao plantio de novas mudas, seja pelas ações da Prefeitura diretamente, seja pelos próprios cidadãos, a partir da distribuição de espécies feitas pelo município.
“Uma outra vertente do projeto é, claro, o plantio de árvores, que se dá, não apenas do plantio direto pela Prefeitura, mas também do plantio das pessoas privadas em suas residências e suas áreas. Distribuímos por três meios: diretamente no horto da Sementeira, onde qualquer pessoa de Aracaju, que more aqui, pode ir lá e receber mudas para o seu plantio; na Maternidade Lourdes Nogueira, onde para cada nascimento, a mãe recebe uma muda florestal para fazer o plantio em sua residência; e através do Carro da Árvore, que de maneira sistemática percorre bairros da cidade distribuindo mudas”, explica Alan.
“Todo esse trabalho é feito com acompanhamento de equipe técnica da Sema, engenheiros florestais, engenheiros agrônomos, para que a arborização se dê da melhor forma possível, de maneira a não repetir erros do passado por falta de informações em relação ao que é adequado ao ambiente urbano”, acrescenta o gestor.
Soma-se ao esforço pelo manejo adequado das espécies existentes atualmente e à orientação e distribuição de novas mudas, a expansão das áreas de salvaguarda em relação aos habitats e ecossistemas característicos da região, através das chamadas Unidades de Conservação (UCs).
“É importante que estejamos saindo de duas unidades existentes dentro da cidade, para quatro, mais de 300 hectares de área protegida, o que significa um incremento de 73% em relação ao que havia no início da gestão, um número extraordinário de avanço. E, ao expandir em um número expressivo, estamos dizendo o seguinte: a cidade continua crescendo, mas nós, cada vez mais, mantemos uma área de proteção a qual precisamos nos debruçar e cuidar. Esse é um legado fundamental que está sendo deixado pela gestão do prefeito Edvaldo Nogueira”, ressalta Alan.
O Aracaju Mais Verde, no entanto, não promove apenas benefícios a longo prazo, no combate urgente ao processo de aquecimento global, mas também a curto e médio prazo com os efeitos de uma maior presença de áreas verdes no cenário urbano local: maior capacidade de absorção de ruídos, atenuação da sensação de calor, chuvas mais regulares, redução de doenças respiratórias e relacionadas ao estresse, promoção de alternativas de ambientes acolhedores e ar limpo para a prática de esportes e lazer ao ar livre; a valorização financeira de imóveis em ruas bem arborizadas e a beleza paisagística, entre outros. Tudo isso, inequivocamente, contribui para a melhoria da qualidade de vida daqueles que vivem e viverão na capital.