O Forró Caju é uma festa diversa e com riqueza de ritmos, que celebra a cultura nordestina e democratiza o acesso ao lazer para todas as idades. Justamente por valorizar essas características, a gestão municipal continua trazendo o histórico palco Gerson Filho sempre repleto de artistas sergipanos que impulsionam a arte na capital. Esse é um diferencial para o público da melhor idade que vem curtir a festa. Pessoas com mais de 60 anos se sentem mais incentivadas a aproveitar o Forró Caju por ter uma área que contempla as necessidades de quem já curte o evento há muitas edições.
Uma realização da Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), a programação do Forró Caju 2024 desta terça-feira, 25, foi recheada de muita sanfona e arrasta-pé. Quem estava na festa não ficou um minuto sem dançar e aproveitar os shows. Por conta da predominância de ritmos tradicionais, com muita zabumba, sanfona e samba de coco, os idosos foram presenteados com o melhor da cultura sergipana.
Valquíria Carvalho, de 75 anos, veio para a sua primeira noite de Forró Caju. Ela curtiu do início ao fim o show da banda Os Pé de Cana. Dançando em volta do palco Gerson Filho, a aracajuana se sentiu realizada. “Eu venho todo ano, é a melhor festa. Não tem como perder e espero conseguir vir durante o resto da semana para dançar ainda mais”, contou.
A forrozeira ainda comentou sobre a importância de existir um espaço dentro do evento que possibilita pessoas de mais idade aproveitarem a festa com mais tranquilidade e segurança. Isso faz com que o Forró Caju dê ao público a viabilidade de escolher o local que se sente mais confortável e ter mais opções que abrangem a diversidade cultural e geracional.
“Eu particularmente não gosto muito de ir ao outro palco porque não sinto que consigo aproveitar com tanta gente e as atrações acabam sendo mais para um público jovem, e isso é bem legal porque os jovens podem aproveitar o deles e a gente, que é idoso, pode aproveitar algo que nos identificamos mais. Claro que no palco principal tem artistas da minha época, mas nesse aqui [Palco Gerson Filho], tem essa estrutura que deixa a gente mais confortável. Isso é ótimo, é a Prefeitura pensando na gente, estou feliz demais com tudo isso”, ressaltou.
Quem também curtiu a festa no palco Gerson Filho, com esse sentimento, foi a veterana de Forró Caju, Maria Vandete dos Santos, de 74 anos. Ela compartilhou que ter um local para se sentir representada e segura, com artistas que valorizam a cultura local e trazem muita sanfona para aproveitar todas as músicas com muita dança é um diferencial que só a maior festa junina do estado proporciona. “Eu venho todos os anos para o Forró Caju. E, para mim, a melhor história para contar nessa vida é que eu vim e dancei muito, que vivi e curti em todas as fases da minha vida. Tem quem ache que idoso não aproveita festa, mas estamos aqui para provar o contrário e ter esse espaço que faz a gente se sentir à vontade faz toda a diferença”, relatou Maria Vandete.
Outro diferencial que o palco Gerson Filho traz é ter quadrilha e grupos de tradição como o grupo Samba de Coco do Mosqueiro, em todos os dias da programação. Para Maria Vandete, que também é quadrilheira, essas são atrações que ela não deixa de acompanhar e agradece pela Prefeitura de Aracaju manter viva e pulsante essa expressão cultural tão sergipana. “Todo ano venho para esse palco ver as quadrilhas, eu gosto mais de ficar por aqui, acho mais tranquilo e para a gente que é idoso isso contribui muito para que a festa fique mais tranquila para nós”, completou.
Joselito Alves, de 79 anos, considera o Forró Caju a maior festa do estado, ele prestigia o evento todos os anos e o palco Gerson Filho sempre proporciona para o forrozeiro apresentações de qualidade e contagiantes. O amante do forró elogiou a estrutura do espaço e também destacou a necessidade de continuar trazendo e valorizando artistas que tenham em seu repertório ritmos tradicionais e que dialoguem com a nossa cultura.
“Aqui eu me sinto em casa. Com esse palco, com o forró tradicional, que é o pé de serra. Sinto que as bandas do outro palco são mais para os jovens. A gente com uma certa idade gosta mais de tradicional. Por isso que é legal esse palco que traz essas músicas”, celebrou Joselito.