Com Centro de Referência, Prefeitura continua dando suporte às mulheres vítimas de violência doméstica

Agência Aracaju de Notícias
20/08/2024 14h20
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Inaugurado há nove meses, no dia 21 de novembro de 2023, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cram) Maria Otávia Gonçalves Miranda tem se consolidado como um pilar fundamental no apoio às mulheres em situação de violência doméstica na capital. Oferecido pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Assistência Social, o Cram já atendeu mais de 400 mulheres em menos de um ano de funcionamento. Situado na rua Campo do Brito, 109, no bairro 13 de Julho, o centro de referência está aberto de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e está localizado em ponto estratégico com acesso fácil para as mulheres residentes da Zona Norte, como também da Zona Sul da capital.

O centro não só oferece uma gama de serviços essenciais, como atendimento psicológico e orientação jurídica, mas também dispõe de um suporte especializado através da Patrulha Maria da Penha (PMP), que visa garantir a proteção das usuárias. Além desses serviços, o Cram realiza constantemente ações e campanhas de conscientização para aumentar a visibilidade sobre a violência doméstica e promover a educação e o empoderamento das mulheres, que muitas vezes sentem-se aprisionadas e precisam romper com o ciclo de violência e agressão de seus companheiros.

A equipe do Cram é composta exclusivamente por mulheres, entre assistentes sociais, psicólogas, assessoras sociojurídicas, educadoras sociais e auxiliares administrativas. Com isso, a gestão municipal reforça o compromisso do centro com um atendimento sensível e dedicado. De acordo com a coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria Municipal da Assistência Social e coordenadora do Cram, Edlaine Sena, toda a equipe foi treinada para que a mulher que chegue ao Cram se sinta acolhida já da porta. “Exemplo disso é que o próprio vigilante passou por esse processo de sensibilização para que essa acolhida seja feita desde o momento em que o portão é aberto para que ela entre. Então isso tem sido feito desde aqui da recepção. Todas vêm aqui com uma expectativa, de uma informação, uma orientação jurídica, que é também muito importante, elas vêm com muita dúvida em relação ao registro de ocorrência, o que é que elas podem fazer para ficar longe do agressor. O apelo pela orientação jurídica, pelo acompanhamento psicológico, elas são muito fragilizadas”, completa Edlaine.

A coordenadora explica que a maioria das mulheres atendidas no Cram são encaminhadas pelo Tribunal de Justiça, pela Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), e por demanda espontânea, mas ela ressalta que qualquer cidadão pode procurar o Cram espontaneamente. “A partir daí, as equipes fazem a busca ativa, procuram essa mulher, ligam, atendem no horário que for melhor para ela ir ao Cram ou a equipe ir até a casa dela. Esse o diferencial, quando a gente tem conhecimento de que a mulher está nessa situação de violência e precisando deste serviço, a equipe já vai em busca dela, para que a gente não perca esse tempo”, disse.

Acompanhamento

As mulheres assistidas pelo Cram Maria Otávia Gonçalves Miranda recebem um acompanhamento amplo, tendo como um dos principais serviços a orientação jurídica, para que elas saibam como proceder, perante a Justiça, em relação ao companheiro agressor. Além disso, há um acompanhamento psicológico, através de escutas feitas pela psicóloga, procedimento pelo qual a mulher assistida pode buscar um equilíbrio psicológico para enfrentar melhor a situação.

Dentro do atendimento feito às mulheres assistidas pelo Cram, a cada quatro meses é feita uma análise das mulheres que participam de um grupo terapêutico. “Nessa avaliação, a gente identifica qual foi a evolução dessa mulher, o que ela ainda está precisando, o que foi que ela ainda não acessou, para que a gente possa reforçar o acompanhamento e que ela realmente consiga seguir a sua vida tranquilamente”, afirmou.

As atendidas no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) Maria Otávia Gonçalves Miranda, ao terem a oportunidade de receber todo esse apoio, sentem-se acolhidas diante da situação de vulnerabilidade em que se encontram. Muitas passam por violência física, psicológica, patrimonial, entre outros tipos de problemas. A depender da situação, algumas conseguem orientação jurídica até mesmo para que se consiga o divórcio, ou até mesmo proteção contra seus companheiros ou contra quem esteja ameaçando e agredindo.

“O diferencial do Cram é justamente o de estar junto da mulher durante todo esse processo. Temos também as orientadoras e as educadoras, que vão junto com a mulher até os serviços que elas precisam acessar, para que não se percam. A gente faz todo esse acompanhamento junto com ela, para que consiga realmente dar um passo à frente”, explicou a coordenadora Edlaine Sena.

Na sede do Cram também funciona a Patrulha Maria da Penha, grupamento da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania (Semdec). Esse é um espaço essencial para que as mulheres que sofrerem violência doméstica e familiar na capital possam ter todo o acolhimento necessário para que recomecem as suas vidas.

Mais informações

Para mais informações e orientações sobre os serviços do Cram, o equipamento disponibiliza o telefone (79) 98138-6034, que também é Whatsapp.