Aracaju segue monitorando situação da mpox, mesmo não registrando casos atuais

Saúde
19/08/2024 10h51
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Desde que o primeiro caso de mpox foi confirmado no Brasil, em junho de 2022, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), segue monitorando os casos em Aracaju. De lá para cá, na capital sergipana foram confirmados 48 casos de mpox, sendo 39 no ano de 2022, cinco em 2023 e, em 2024, foram confirmados quatro, sendo o último caso notificado em abril.
 
Este mês, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu a doença mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, como uma emergência de saúde pública global. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde (DVS), Taise Cavalcante, esta emergência foi definida devido à mutação em uma variante que está circulando no continente africano e que tem, aparentemente, apresentado uma maior contagiosidade e que pode ocasionar surtos locais. 

“Quando a OMS decreta emergência de saúde pública é no sentido de que os municípios precisam estar em alerta a esse fato. A SMS continua atenta e monitorando os casos de mpox, que é uma doença de evolução benigna, que dura, em média, duas ou três semanas, e a principal forma de prevenção é evitando o contato com a pessoa infectada. Sua principal forma de transmissão é o contato direto com as lesões da pele ou os fluidos corpóreos de um doente, seja sêmen ou saliva”, destaca Taise. 

Transmissão e sintomas

A transmissão do vírus mpox ocorre, principalmente, pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele das pessoas contaminadas ou objetos infectados. “Essa contaminação acontece a partir do contato com secreções respiratórias, um contato mais próximo, mais íntimo, com alguém infectado, seja através de um beijo, um abraço ou da relação sexual. O manuseio de objetos e roupas usados por uma pessoa doente também pode contaminar uma pessoa saudável. Uma pessoa com algum tipo de lesão suspeita deve ser isolada e deve ser submetida ao diagnóstico médico. Seus contactantes devem evitar a proximidade, contatos físicos próximos e íntimos, contato com os objetos, roupas e materiais pessoais desses doentes. Além disso, deve-se lavar as mãos com frequência, o que também é primordial”, orienta a diretora.

Apesar de ser uma doença com letalidade baixa, ela se dissemina muito rápido, basta ter o contato com a pessoa com sintomas positivo, pele a pele, ou através de gotículas respiratórias. O usuário com sinais e sintomas de insuficiência respiratória aguda, febre, cansaço físico, aparecimento de gânglios no corpo que evoluam para bolhas, devem procurar um estabelecimento de saúde.

Fluxo de atendimento

Inicialmente, a pessoa com sintomas deve procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de sua residência ou as unidades hospitalares públicas ou privadas. “A partir deste atendimento inicial, uma notificação obrigatória pelo estabelecimento de saúde é realizada e, havendo caso suspeito, a pessoa que estiver sendo atendida em uma USF deve ser encaminhada para o Hospital Fernando Franco, onde será realizada a coleta do material e depois enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), para dar seguimento à investigação epidemiológica. Essa é uma medida que a SMS tem adotado no sentido de fazer o bloqueio da transmissão e o controle da doença”, ressalta Taise.

Tratamento

O tratamento é baseado nos sintomas apresentados, ou seja, aqueles medicamentos que aliviam os sintomas como o prurido (coceira), a dor e a febre. Além disto, a higiene das lesões com água e sabão é essencial para não haver a progressão para alguma infecção bacteriana secundária, uma complicação dessas lesões ou um quadro de infecção generalizada bacteriana. Outra orientação é cobrir as lesões, caso precise se expor, no entanto, a higienização é crucial.