Leite materno é o principal alimento para auxiliar saúde do bebê e da mãe

Saúde
19/08/2024 13h50
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Em alusão ao mês do Aleitamento Materno, o Agosto Dourado, campanha que potencializa a divulgação de informações sobre o padrão-ouro da alimentação para os recém-nascidos, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), orienta gestantes e puérperas que utilizam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital. O objetivo é conscientizar a população sobre um ato simples que promove um melhor crescimento e desenvolvimento do bebê.

Há duas razões que tornam a amamentação materna um dos principais recursos para auxiliar a uma vida longeva e saudável: o leite materno deve ser a única fonte de nutrição do bebê até os seis meses de idade e é um aliado para a recuperação da mãe, oferecendo benefícios significativos.

A referência técnica do Programa Saúde da Mulher, Aline Oliveira Santos, explica quais são alguns desses benefícios.

“Para o bebê, o leite materno reduz em 13% a mortalidade infantil até os cinco anos de idade, previne diarréia e infecções respiratórias, diminui o risco de alergias, diabetes, colesterol elevado e hipertensão; proporciona uma nutrição adequada e diminui a probabilidade de obesidade, etc. Para a mãe, amamentar oferece vantagens como auxiliar na recuperação do peso pós-parto, redução do risco de hemorragias pós-parto, diminuição das chances de desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto e hipertensão, redução do risco de câncer de mama, ovário e endométrio, dentre outros”, informa Aline.

Até os seis meses, o leite materno deve ser o único alimento oferecido ao bebê, no entanto, é recomendado até os dois anos ou mais. Durante os primeiros seis meses, o bebê não precisa de chás, sucos ou outros tipos de leite. Após esse período, é importante introduzir uma alimentação complementar saudável, juntamente com o leite materno, que continua sendo uma valiosa fonte de energia, proteína e outros nutrientes essenciais.

Ainda segundo a referência técnica Aline Oliveira, a amamentação deve ser em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê quiser ou apresentar sinais de fome e sede sem se preocupar com o tempo. Essa e outras orientações são ofertadas pelas Unidades de Saúde da Família (USFs), durante consultas de pré-natal e outras atividades na unidade.

“A paciência é indispensável, pois mesmo seguindo todas as recomendações tem muitas mulheres que apresentam dificuldade. Cuidar da alimentação, mantendo hábitos saudáveis também é essencial. As orientações sobre amamentação e a importância dessa prática, tanto para a mãe quanto para o filho, fazem parte integrante da rotina de trabalho dos profissionais da Atenção Primária. Essas orientações são fornecidas, principalmente, durante as consultas de pré-natal, puerperais, e de puericultura, bem como durante as visitas domiciliares à puérpera e ao recém-nascido”, conclui Aline.