Um cuidador social tem um papel importante para os cuidados básicos e instrumentais de pessoas com deficiência, idosos, e pessoas em situação de dependência. Este profissional atua nos serviços socioassistenciais do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), com o intuito também de promover atividades que garantam a autonomia de cada usuário. Para isso, o profissional precisa estar sempre preparado para atender às demandas dos assistidos da melhor forma, por isso, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social, promoveu, na manhã desta sexta-feira, 30, a Formação para Cuidadores Sociais.
A formação foi uma iniciativa da Coordenação de Média Complexidade da Proteção Social Especial (PSE), e aconteceu na sede do Centro-Dia para Pessoa com Deficiência, no bairro Pereira Lobo, na perspectiva de tratar das atribuições dos profissionais e formas adequadas de manejo das pessoas com deficiência.
“Pensamos nos cuidadores sociais, por fazerem parte de uma equipe nova e muitos deles ainda não terem experiência de trabalho com pessoas com deficiência. Essa demanda surgiu na perspectiva de trazer para eles um conhecimento inicial dos direitos da pessoa com deficiência, do que é o Centro-Dia, do que é esse serviço especializado. Nós abrimos também para toda a equipe, como uma forma de integrar saberes. À medida que a gente traz para os cuidadores sociais esse conhecimento básico do que é o Centro-Dia para a Pessoa com Deficiência, a gente também traz a equipe de trabalho que já estava aqui, na perspectiva de compartilhar os aprendizados que eles tiveram até hoje com quem ainda não tem tanta experiência com esse público”, explica a coordenadora de Média Complexidade da PSE, Catharina Menezes, que também preside o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPCD) e foi responsável por ministrar a formação.
O coordenador Centro-Dia, Elieser Abreu, explica que boa parte dos cuidadores sociais do equipamento é nova, com isso, a capacitação se faz necessária, visto que, para esses profissionais, tudo é novo.
“Por mais que a gente aprenda na prática, é necessária essa instrução mais estruturada, mais científica, para que a gente consiga trazer um fazer de excelência. É muito importante o serviço do Centro-Dia e, para a gente oferecer isso da melhor forma possível, as capacitações são sempre necessárias. A gente tem aqui usuários que ficam o dia inteiro, tem usuários que ficam pela manhã, tem usuários que ficam pela tarde, então é muito particular a demanda de cada um, porque aqui a gente tem gente com o cognitivo preservado, a gente tem usuários com pouca mobilidade, cadeirantes, então é muito particular a demanda de cada um e a gente vai aprendendo isso no dia a dia”, destaca.
A cuidadora social Ana Vitória Oliveira Santos, está como profissional no Centro-Dia para Pessoa com Deficiência há dois meses. Para ela, a capacitação é fundamental e necessária para a atuação no equipamento.
“Você prestar os cuidados básicos a uma pessoa é extremamente fundamental e ainda mais para pessoas com deficiência, e tem pessoas com deficiências intelectuais, pessoas com deficiências físicas, das quais você tem que prestar cuidados bastante essenciais. Então, quando a gente chegou aqui, foi um pouco difícil, porque cada pessoa com deficiência tem a sua especificidade, então acho bastante fundamental a capacitação, porque é importante para todos os cuidadores saber como lidar, como agir com certas situações, cada público tem uma necessidade específica e é bom a gente se capacitar nisso para que a gente possa oferecer o melhor para eles”, diz a cuidadora.
A cuidadora social Marta Daisy Alves da Silva atuará no Centro-Dia para a Pessoa Idosa que será inaugurado em breve. Para ela, a função, na perspectiva dos equipamentos do Suas, é uma novidade, por isso, nada melhor do que ser capacitada para iniciar os trabalhos da melhor forma.
“A capacitação é tudo, né? E a gente fazendo esse curso já vai ter uma ideia do que vai trabalhar, de como deve trabalhar. Então eu acho super importante. Estamos aqui hoje justamente para entender como funciona. Porque eu nunca trabalhei com isso. Eu já cuidei de crianças. Eu já cuidei de pessoas cirurgiadas, mas assim, nessa área nunca, é a primeira vez. As expectativas para o trabalho estão altas, acho que tem tudo para dar certo”, afirma.