Baiano de nascimento, mas criado em Sergipe, Aloísio Conceição Santos, 66, tem nas cores, nos traços, nos lápis e nas canetas uma ferramenta de resgate do passado, uma forma de manter a mente ativa e colocar em seus desenhos as inspirações que surgem na rotina dentro da Casa Lar Nalde Barbosa, unidade que faz parte da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas). Ele é acolhido na instituição há 7 meses.
O talento e o gosto pela arte surgiram após o acolhimento na Casa Lar. Atualmente, tem sido o seu maior motivo de satisfação. “Tudo que sei hoje é graças a minha curiosidade, aprendi a ser mecânico só observando as pessoas mexerem nos carros, não tive professor para nada e o desenho tem sido da mesma maneira. Um dia sentei aqui, peguei o lápis e comecei a desenhar o que vinha na cabeça. Meus desenhos são todos diferentes, não tem nenhum igual ao outro. Se você pedir para eu repetir o desenho, não sai, é algo de momento. Primeiro, faço um esboço com o lápis, depois passo a caneta e, por último, a parte de colorir, essa última fase é onde torna cada pintura única, o que define o desenho é a pintura, é o jeito que você pinta”, contou Aloísio.
A Casa Lar Nalde Barbosa, equipamento de Alta Complexidade da Proteção Social Especial (PSE), acolhe idosos e presta assistência integral, incluindo alimentação, medicação, higiene e acompanhamento contínuo. O espaço utiliza a arteterapia como um método benéfico para as funções cerebrais, aprimorando a memória, a atenção e a capacidade de resolutividade.
A coordenadora da Casa Lar Nalde Barbosa, Maria Cecília Morais, destaca que seu Aloísio encontra nos desenhos uma maneira de expressão de sentimentos. “No início, ele solicitou que disponibilizássemos nos finais de semana papel, régua, canetas e lápis de cores variadas. Percebemos que ele utilizava um local da instituição mais tranquilo para deixar fluir toda sua imaginação. Desde então, ele começou a produzir vários desenhos e começamos a fixar os desenhos nas paredes da instituição como forma da expressão artística do seu talento e dedicação. Nós buscamos sempre fomentar a arte como uma prática que oferece inúmeras possibilidades de estímulos e ao mesmo tempo em que promove benefícios cognitivos e sensoriais nesta fase da vida”, disse Maria Cecília.
Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, mostra que o envolvimento com a arte pode trazer benefícios para a saúde mental e física do indivíduo. Desenhar, pintar e colorir são estímulos relevantes para os idosos e auxiliam a retardar o declínio cognitivo que, por vezes, surge no envelhecimento. Além disso, permite que as pessoas se expressem de maneira criativa e autêntica.
“Agradeço a dona Cecília por todo incentivo que recebi para fazer meus desenhos e por todo cuidado que deram a eles. Espero continuar minha vida sempre evoluindo, mostrar mais um pouquinho de tudo que aprendi na vida. Eu mexo com instalação elétrica, se eu vejo uma cadeira quebrada, eu conserto, dou um jeito, entendeu? E vou vivendo a vida, pontuou Aloísio.
O talento e o gosto pela arte surgiram após o acolhimento na Casa Lar. Atualmente, tem sido o seu maior motivo de satisfação. “Tudo que sei hoje é graças a minha curiosidade, aprendi a ser mecânico só observando as pessoas mexerem nos carros, não tive professor para nada e o desenho tem sido da mesma maneira. Um dia sentei aqui, peguei o lápis e comecei a desenhar o que vinha na cabeça. Meus desenhos são todos diferentes, não tem nenhum igual ao outro. Se você pedir para eu repetir o desenho, não sai, é algo de momento. Primeiro, faço um esboço com o lápis, depois passo a caneta e, por último, a parte de colorir, essa última fase é onde torna cada pintura única, o que define o desenho é a pintura, é o jeito que você pinta”, contou Aloísio.
A Casa Lar Nalde Barbosa, equipamento de Alta Complexidade da Proteção Social Especial (PSE), acolhe idosos e presta assistência integral, incluindo alimentação, medicação, higiene e acompanhamento contínuo. O espaço utiliza a arteterapia como um método benéfico para as funções cerebrais, aprimorando a memória, a atenção e a capacidade de resolutividade.
A coordenadora da Casa Lar Nalde Barbosa, Maria Cecília Morais, destaca que seu Aloísio encontra nos desenhos uma maneira de expressão de sentimentos. “No início, ele solicitou que disponibilizássemos nos finais de semana papel, régua, canetas e lápis de cores variadas. Percebemos que ele utilizava um local da instituição mais tranquilo para deixar fluir toda sua imaginação. Desde então, ele começou a produzir vários desenhos e começamos a fixar os desenhos nas paredes da instituição como forma da expressão artística do seu talento e dedicação. Nós buscamos sempre fomentar a arte como uma prática que oferece inúmeras possibilidades de estímulos e ao mesmo tempo em que promove benefícios cognitivos e sensoriais nesta fase da vida”, disse Maria Cecília.
Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, mostra que o envolvimento com a arte pode trazer benefícios para a saúde mental e física do indivíduo. Desenhar, pintar e colorir são estímulos relevantes para os idosos e auxiliam a retardar o declínio cognitivo que, por vezes, surge no envelhecimento. Além disso, permite que as pessoas se expressem de maneira criativa e autêntica.
“Agradeço a dona Cecília por todo incentivo que recebi para fazer meus desenhos e por todo cuidado que deram a eles. Espero continuar minha vida sempre evoluindo, mostrar mais um pouquinho de tudo que aprendi na vida. Eu mexo com instalação elétrica, se eu vejo uma cadeira quebrada, eu conserto, dou um jeito, entendeu? E vou vivendo a vida, pontuou Aloísio.