“Ter esse espaço reservado é uma forma de inclusão”, destaca Solange Almeida sobre camarote da acessibilidade no Forró Caju

Família e Assistência Social
21/06/2025 03h35
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Camarote da acessibilidade é sinônimo de inclusão, alegria e proteção às Pessoas com Deficiência (PCDs) durante o Forró Caju. Promovido pela Secretaria da Família e da Assistência Social (Semfas), o espaço tem sido um dos destaques do festejo junino por garantir um ambiente digno, seguro e participativo para todos.

Nesta sexta-feira, 20, a festa ganhou ainda mais brilho com apresentações de artistas regionais e nacionais, que não só animaram o público, como também elogiaram a iniciativa.

Por noite, são disponibilizadas 120 vagas no camarote, sendo 60 destinadas às pessoas com deficiência e 60 para seus acompanhantes. Última atração da noite, a cantora Solange Almeida celebrou a proposta do espaço. 

“Fico muito feliz quando as pessoas pensam naqueles que não têm acessibilidade e ter esse espaço reservado é uma forma de inclusão, de deixar todo mundo ali juntinho”, pontua.

Outros nomes da música também reconheceram a importância do camarote. Os cantores sergipanos Xande e Nanda, da banda Saia Rodada, se emocionaram ao ver o público incluído na festa:

“Que coisa linda foi ver o camarote da acessibilidade, uma forma de ver todos sendo incluídos”, destaca Xande. “Respeitar esse direito de ir e vir, ter esse olhar humano é fundamental”, complementa Nanda.

Experiências no camarote

O espaço tem atraído pessoas de diversas localidades, como a dona Maria Valderez Almeida, moradora das redondezas do Centro de Aracaju, que tem curtido a festa acompanhada do esposo.

“Aqui é maravilhoso. A gente se sente bem, aqui é ótimo. Tenho uma prótese e quando vou a lugares com muita gente, sinto medo de alguém me empurrar. No camarote, se a gente quiser a gente dança, tem espaço para todos os gostos”, afirmou Maria. 

Já o senhor José Vitor dos Santos, sergipano que mora na Bahia, não abre mão de retornar à terra natal para viver o clima do São João: ele viaja mais de 320 quilômetros todos os anos para participar do Forró Caju. “Não troco o São João daqui por lugar nenhum, aqui é o melhor do mundo”, finaliza.