Com apoio da Prefeitura de Aracaju, Mamá Marrenta vem conquistando o Jiu-Jitsu brasileiro

Agência Aracaju de Notícias
01/12/2025 15h00
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O esporte é uma importante ferramenta de transformação pessoal e social. E não é diferente para Marina Menezes, conhecida como Mamá Marrenta. A atleta de 10 anos já possui mais de 80 medalhas no jiu-jitsu. Marina também é apoiada pelo programa Hora do Esporte, da Prefeitura de Aracaju, coordenado pela Secretaria Municipal do Esporte e da Juventude (Sejesp), que, entre suas diversas ações de democratização do acesso ao esporte, oferece auxílios financeiros a esportistas.

A jovem começou a praticar esporte após recomendação médica para reduzir o peso. Inicialmente, a atleta treinou na Estação Cidadania, no Bugio. Agora treina na Kactus, uma escola particular no bairro Farolândia. Entre os principais títulos da atleta, estão o vice-campeonato do Brasileiro de Jiu-Jitsu, cinco títulos do Campeonato Baiano e nove do Sergipano.

Marina conta que o jiu-jitsu a ajudou a lidar com o bullying que sofria devido ao seu peso, além de trabalhar a sua raiva ao ouvir os comentários ruins. “Eu sofria bullying na escola, dos meus familiares... Eles me chamavam de gordinha, de fofinha, cheinha. Eram brincadeiras que eu não gostava e o jiu-jitsu ajudou a lidar tanto com as pessoas quanto a controlar a minha raiva que antes eu não sabia demonstrar. E a primeira coisa que eu mudei ao iniciar aqui foi esse comportamento”, contou a atleta.

O esporte também foi importante para a atleta diminuir o tempo que ficava no celular e passar a interagir melhor com as pessoas. “Ele conseguiu me tirar das telas e mostrar um pouco da realidade. Mudou a minha autoconfiança, melhorou muito a minha autoperformance e a minha coordenação motora. Mudou minha vida como um todo”, disse.

O pai de Marina, também professor de jiu-jitsu, Rodrigo Menezes, reforçou que o esporte transformou bastante a jovem, principalmente no desenvolvimento da sua autoconfiança. “A Mamá era uma criança muito tímida. A gente saía para alguns locais e ela não conseguia pedir água, porque tinha vergonha. E agora ela é outra pessoa, tem muito mais autoestima e confiança em si, o que também a permitiu fazer mais amizades”, completou.

Marina também relata que os momentos de socialização nos treinos são muito importantes. “Quando eu entro no treino é muito bom conversar com meus colegas, porque me ajuda também a espairecer e não puxar tanto de mim, não me cobrar tanto. Pois, quando você se cobra tanto pode ser que você passe dos limites alguma hora e passe a atrapalhar”, disse.

Para Mamá, nos momentos em que ela entra no tatame, tanto nos treinos quanto nas competições, se sente muito honrada. "Eu me sinto grata por estar lutando. É um momento que me sinto respeitada pelos colegas e professores e para mim é incrível ter a oportunidade de estar vivendo tudo isso", celebrou.

Ainda sobre os treinos da atleta, a sua atual professora, Larissa Andrade, conta que Mamá sempre se mostrou muito comprometida no tatame. "Ela sempre foi uma menina bastante diferente, porque quando ela está aqui foca totalmente no que propomos que ela faça. Então, desde sempre ela foi essa menina disciplinada e que faz as coisas certas", elogiou.

Além das diversas vitórias colecionadas até o momento, Mamá também está entre as 10 melhores atletas kids faixa cinza do mundo, em todas as categorias de peso. A atleta diz que uma das melhores coisas de estar competindo é o tempo que passa com o seu pai, Rodrigo Menezes, que também é professor de jiu-jitsu.

“Nas competições eu gosto bastante porque meu pai sempre me acompanha e me dá todo o suporte emocional que preciso. Ele tenta me manter feliz antes e depois das lutas, e mesmo quando eu perco ele me leva para brincar”, destacou a jovem.

O pai de Mamá, Rodrigo, também destacou como o esporte contribuiu para que eles tenham uma relação mais próxima. “Hoje eu tenho uma convivência com ela bem melhor. A gente tem um grande convívio, porque estamos sempre viajando, sempre lutando, estamos sempre juntos. Então, o esporte ajudou a aumentar o nosso tempo e o carinho entre pai e filha”, disse.

Para disputar as competições no Brasil e no mundo, Marina conta com o apoio da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria de Esporte e da Juventude, com o programa Hora do Esporte. A iniciativa provém auxílio aos atletas de alto rendimento, novas praças esportivas, ampliação e democratização das modalidades oferecidas à população, além de projetos de iniciação e formação esportiva.

A coordenadora do esporte feminino da Sejesp, Barbara Santos, explica que o programa visa garantir o acesso dos aracajuanos à prática esportiva. "O Hora do Esporte consolida-se, assim, como o grande guarda-chuva estratégico que orienta, organiza e impulsiona o esporte municipal, refletindo de forma direta os objetivos e compromissos assumidos na gestão da Prefeita Emília Corrêa: fomentar oportunidades, promover talentos, fortalecer comunidades e garantir o direito ao esporte para todos", disse a coordenadora.

Marina destaca o impacto do apoio da Prefeitura na sua carreira e reforça a importância de projetos de incentivo para o esporte. "É muito gratificante saber que a Sejesp está me apoiando. E acredito que esse tipo de apoio, não só para mim, mas para todos os atletas, vai mudar cada vez mais o cenário do esporte em Aracaju fazendo com que ele cresça mais ainda", falou.

Para Rodrigo, o programa é essencial para que os atletas possam construir e avançar em suas carreiras. “Esse apoio da Prefeitura está sendo muito importante para que a gente consiga participar de mais eventos e trazer resultados ainda mais importantes. E ele não é importante só para Mamá, mas para todos, porque o esporte transforma vidas e esses incentivos são fundamentais para isso”, salientou.

Marina fala, ainda, que atualmente sua próxima meta é competir o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, em Dubai. E quanto aos seus sonhos futuros, deseja desenvolver ainda mais a sua carreira e levar o esporte para mais pessoas, principalmente as meninas.

“Eu sei que ainda tenho muita carreira pela frente, mas quando crescer quero me tornar faixa preta. E tenho o sonho de ter uma academia de jiu-jitsu e poder dar aula para as pessoas, inclusive mulheres, porque ainda é um bem difícil tê-las nestes espaços. Então, eu sempre quero lutar para ter mais meninas, crianças e mulheres no jiu-jitsu”, contou.

E entre sonhos, metas e muitos treinos, a professora da jovem atleta, Larissa, tem uma certeza sobre o futuro de Mamá, "Ela vai conquistar os quatros principais prêmios do Jiu-Jitsu, que são o brasileiro, o pan-americano, o europeu, e com certeza vai ser campeã mundial, sem dúvida nenhuma", disse.