Estudantes de Poço Redondo conhecem o Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto

Secult Aju
27/11/2025 13h07
Início > Notícias > Estudantes de Poço Redondo conhecem o Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto

No Centro Cultural Palácio-Museu Luiz Antonio Barreto, equipamento cultural da Prefeitura de Aracaju gerido pela Secretaria Municipal da Cultura (Secult Aju) e Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), a programação do Novembro Negro recebeu, nesta quinta-feira, 27, a visita de estudantes do curso técnico em Zootecnia do Instituto Federal de Sergipe (IFS), campus Poço Redondo. Eles participaram de uma imersão nas exposições em celebração à Consciência Negra e demais mostras disponíveis no Palácio-Museu.

A atividade permitiu que os jovens explorassem as mostras em cartaz no Palácio-Museu, com destaque para "Fragmentos Negros", exposição do Novembro Negro – Coletivo de Artistas Afro-Descendentes, que serviu como ponto de partida para discussões sobre identidade, representatividade e o poder da ancestralidade.

O artista e coordenador do coletivo, João Santos, o JS, enfatizou a integração estabelecida com o grupo. "Foi uma troca muito potente. Conseguimos conectar a arte com a realidade desses jovens, falar sobre ancestralidade e como ela nos fortalece. Ver a receptividade e a curiosidade deles diante das obras comprova que a arte é um território de encontro e descoberta", afirmou.

A aluna Mirele Silva, de 15 anos, compartilhou a emoção da experiência. "Nunca tinha tido contato com um espaço cultural assim, foi uma experiência para a vida. A exposição da Consciência Negra me fez refletir sobre minha história e sobre esse tema tão importante que é a nossa identidade", disse.

Durante a visita, os alunos também conheceram "Menina Memória", exposição em homenagem aos 90 anos de Maria Magô, com bordados que expressam memórias, paisagens e afetos do interior sergipano, entrelaçando uma trajetória com fios que preservam narrativas, tradições e sensibilidade poética.

Para o professor de artes do IFS, Lucas Wendel, a experiência foi profundamente didática. "A arte é uma ferramenta poderosa para o aprendizado, e sair da sala de aula para vivenciar a cultura foi transformador, porque muitos desses alunos nunca haviam pisado em um museu. Ver o brilho nos olhos deles ao se reconhecerem nas narrativas das exposições, especialmente na que dialoga com a cultura negra e com a estética do sertão, reforça a importância dessas ações para a construção da identidade", destacou.