Nesta terça-feira, 9, aconteceu a primeira capacitação em Família Acolhedora, promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria da Família e Assistência Social (Semfas). Esta foi a etapa inicial para implementação do programa no município.
Inicialmente, a programação contou com a mesa de abertura. Logo em seguida, palestras com Neusa Cerutti, referência nacional em Família Acolhedora, e Luciano Machado de Souza, promotor de Justiça no Paraná. No período da tarde, compartilhamento de experiências de outros municípios que já implementaram o programa.
De acordo com a secretária da Família e da Assistência Social, Simone Valadares, esse é um momento histórico no cuidado com a criança e o adolescente. “Sabemos que todos precisam de amor e afeto de forma individualizada, que somente uma família consegue conceder. Nossas equipes são extremamente competentes, mas sabemos que nada substitui o cuidado que uma família proporciona, e é isso que queremos ofertar para nossos acolhidos”, afirma a secretária.
Para a referência nacional em Família Acolhedora, Neusa Cerutti, este é um programa que proporciona a transformação da história de vidas de pessoas já fragilizadas, que têm a história de vida marcada pela vulnerabilidade. "Aracaju avança grandemente hoje. Ter família acolhedora na cidade garante que as crianças não sejam institucionalizadas, mas que tenham acesso a um lar familiar até que suas famílias se reorganizem para recebê-las de volta ou sejam encaminhadas para uma família definitiva pelo processo de adoção", explica.
O presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Aracaju, Alex Ramalho, definiu a capacitação como um momento de felicidade, no desenvolvimento das pautas que envolvem crianças e adolescentes. “A gente sabe que a luta não é fácil, mas que tem que envolver toda a rede. Hoje se levanta um marco e um legado que vão ficar muito tempo aqui em nossa capital”, aponta.
Para Meiry Santana, assistente social e coordenadora da Unidade de Acolhimento Caçula Barreto, a partir do programa, grupos em vulnerabilidade social poderão receber um olhar ainda mais humanizado, mas até que a implementação aconteça, as equipes precisam ser capacitadas nas especificações do Família Acolhedora. “Acompanho o processo de adolescentes em Aracaju e sei da importância e da transformação de vidas que o Família Acolhedora vai proporcionar. Tratamos cada um deles com muito amor, mas a família acolhedora vai alcançar o afeto deles de forma individual, da forma que toda criança e adolescente tem o direito de ter”, pontua.
Família Acolhedora
Família Acolhedora é um serviço que oferece acolhimento temporário, em ambiente familiar, para crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por determinação judicial. O acolhimento acontece até que o assistido retorne a família de origem ou seja encaminhado para um processo de adoção.
Em Aracaju, o projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores e a lei sancionada pela prefeita Emília Corrêa na última sexta-feira, 05.