Prefeitura apresenta Programa Jovem Aprendiz Municipal a jovens pré-selecionados

Formação para o Trabalho
30/01/2026 15h52
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), realizou nesta sexta-feira, 30, a apresentação oficial do Programa Jovem Aprendiz Municipal aos jovens que foram pré-selecionados. O encontro aconteceu no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Sergipe (SRTE/SE) e reuniu adolescentes, jovens e familiares para esclarecimentos sobre critérios, direitos e etapas do programa, além da confirmação das inscrições.

A iniciativa prevê a inserção de cerca de 30 jovens, com idades entre 14 e 18 anos incompletos, em secretarias e órgãos da administração municipal, priorizando públicos em situação de vulnerabilidade social. A proposta alia experiência prática no serviço público, acompanhamento institucional e garantia de direitos trabalhistas, fortalecendo a inclusão social e a formação para o mundo do trabalho.

Para a presidente da Fundat, Melissa Rollemberg, o momento marca um avanço histórico para o município. “É um momento de muita alegria, porque teremos pela primeira vez a Lei da Aprendizagem dentro dos órgãos da Prefeitura. Existe uma grande demanda de jovens que nunca tiveram oportunidade, e essa será a primeira experiência deles no serviço público municipal. Hoje foi um espaço de diálogo com as famílias, de orientação e de fortalecimento da inclusão social”, destacou.

A assessora administrativa da Fundat, Maria das Graças Oliveira, ressaltou o caráter estratégico do programa. Segundo ela, a faixa etária atendida enfrenta as maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. “O Jovem Aprendiz Municipal oferece uma oportunidade concreta de inserção profissional, especialmente para jovens de baixa renda e para pessoas com deficiência, que são acolhidas em igualdade de condições. É uma política pública louvável, abraçada com vigor pela prefeita Emília Corrêa, e que teve adesão acima do esperado por parte das secretarias”, afirmou.

A apresentação contou ainda com a participação da Secretaria Municipal da Família e Assistência Social (Semfas), que levou uma equipe técnica para orientar famílias beneficiárias de programas federais. A assistente social e coordenadora de políticas e transferência de renda, Carla Dória, explicou que o objetivo foi garantir informação e segurança às famílias. “É fundamental que elas compreendam como a renda do jovem aprendiz se relaciona com benefícios como Bolsa Família e BPC. Além das orientações coletivas, oferecemos atendimentos individualizados para que cada família faça uma escolha consciente, sem prejuízos”, pontuou.

A dimensão inclusiva do programa também foi destacada pela presidente da Associação Sergipana do Cidadão com Síndrome de Down (Cidown), Sueli Magalhães. “Para nós, é um momento ímpar. Esses jovens querem trabalhar, ter autonomia e mostrar que são capazes. O preconceito ainda existe, mas programas como este demonstram que, com acompanhamento e capacitação, eles têm total condição de exercer atividades profissionais”, afirmou.

Entre os depoimentos, Lindnete de Jesus, mãe da jovem Nathalia Silva, contou que soube da iniciativa por meio da Cidown e celebrou a chance de a filha retornar ao mercado de trabalho. "Ela está com muita vontade de trabalhar, inclusive, já trabalhou por dois meses como fotógrafa e gostou muito da experiência", contou. Já Nathalia, de 21 anos, demonstrou entusiasmo ao falar de sua trajetória na fotografia, com cursos, exposições e o desejo de seguir se especializando. "Eu gosto muito de fotografar. Já trabalhei em vários eventos, como casamentos e formaturas", revelou, acrescentando que entrou no mundo da fotografia há cinco anos. 

O estudante Uanderson Santos, de 17 anos, morador do bairro Santa Maria, destacou a importância da oportunidade. “Está sendo muito explicativo. Pode ser minha primeira chance de trabalhar com carteira assinada. Quero ajudar minha mãe e aprender cada vez mais”, disse. 

Moradora do bairro Coroa do Meio, Ana Cláudia, mãe da estudante Maria Eduarda, de 14 anos, avaliou de forma positiva a apresentação do Programa Jovem Aprendiz Municipal. Segundo ela, a iniciativa representa uma oportunidade única para a filha conquistar o primeiro emprego e, ao mesmo tempo, desenvolver habilidades sociais. “Está sendo excelente. É uma grande oportunidade para ela, que ainda está no sétimo ano, aprender a se relacionar com outras pessoas e ter esse primeiro contato com o mundo do trabalho. Somos muito gratos por essa chance”, afirmou, destacando a importância da experiência para o crescimento pessoal da adolescente.

Já Carla Batista Santos, moradora do bairro Santo Dumont e mãe de Ana Luíza Batista de Araújo, de 17 anos, ressaltou o caráter transformador do programa para o futuro dos jovens. Ela contou que soube da iniciativa por meio de colegas e destacou que a filha, estudante do terceiro ano do ensino médio e interessada em cursar Direito, vê no Jovem Aprendiz um passo inicial para a carreira profissional. “Esse esclarecimento foi muito importante. Muitos pais não conhecem essas oportunidades que a Prefeitura oferece. É a abertura de caminhos para jovens, inclusive para pessoas com deficiência e mães atípicas. A Prefeitura está de parabéns por criar portas que antes a gente não tinha”, concluiu.

Após a consolidação das inscrições, a Fundat divulgará a lista final dos jovens classificados. A expectativa é que o Programa Jovem Aprendiz Municipal se firme como uma política pública permanente, ampliando oportunidades, promovendo inclusão social e fortalecendo a formação cidadã e profissional de jovens aracajuanos. 

Os selecionados atuarão por quatro horas diárias, de segunda a quinta-feira, sempre em turno oposto ao da escola. Já às sextas-feiras, participarão de atividades formativas com conteúdos voltados à inserção no mercado de trabalho, como oratória, comportamento humano e informática. Com duração de até dois anos, o programa assegura férias, 13º salário e todos os direitos trabalhistas previstos em lei.

Estiveram presentes ainda na apresentação a coordenadora da Agência de Empregos da Fundat, Sônia Maria; a consultora técnica administrativa da Diretoria de Formação Profissional (Dirfop), Ana Lúcia Di Blasi; além da equipe da Semfas, composta pela gerente do BPC/LOAS, Talita Santos; da gerente do Bolsa Família, Vânia Oliveira; e do supervisor do Cadastro Único, Paulo William. 

Antes da apresentação desta sexta-feira, houve um período intenso de pré-seleção, que seguiu rigorosamente os critérios estabelecidos pela Lei Federal e Municipal da Aprendizagem. Além dos requisitos legais, a composição da lista contou com indicações de importantes parceiros institucionais, como o Ministério Público do Estado de Sergipe; a Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Semdef); a Associação Sergipana do Cidadão com Síndrome de Down (Cidown); além do apoio da Semfas e do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT/SE).

Durante todo o processo de seleção, reuniões com famílias foram realizadas nas localidades periféricas, como Soledade, Lamarão, Bugio, Anchietão e Ponta da Asa, para esclarecer dúvidas das famílias e garantir que o acesso ao Jovem Aprendiz Municipal alcançasse quem realmente mais precisa de oportunidades de formação e inserção no mundo do trabalho.

Nesta semana, a Fundat visitou diversas instituições, como o Ministério Público do Estado. A promotora de Justiça Lilian Carvalho, da área de Direitos do Cidadão, Infância e Adolescência de Aracaju, reforçou o papel da cooperação entre instituições para ampliar o alcance da política de aprendizagem. “Recebemos a visita da presidente da Fundat para dialogar e somar esforços em prol de crianças e adolescentes que mais precisam de oportunidades. O Ministério Público já desenvolve o Projeto Oportunidade Aprendiz (POA), em parceria com o MPT e outros órgãos, com resultados bastante positivos. Unindo forças com a Fundat, o impacto para os jovens, suas famílias e para a sociedade será ainda maior”, destacou.

A fundação também se reuniu com o secretário da Semdef, Luciano Paz, para alinhar ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência no programa. Segundo ele, o Jovem Aprendiz Municipal está diretamente conectado às diretrizes da gestão municipal. “Esse projeto é fundamental dentro da política de inclusão e acessibilidade da prefeita Emília Corrêa, que acompanha de perto e cobra resultados. Estamos trabalhando de forma integrada com a Fundat para construir um programa cada vez mais qualificado, inclusivo e eficiente”, afirmou.

O outro apoio que a Fundat recebeu foi do MPT/SE. O procurador do Trabalho, Alexandre Alvarenga, reuniu-se em audiência com a fundação para tratar da implantação do Programa de Aprendizagem na Administração Pública Municipal e da compatibilização com benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS e o Bolsa Família.