Alunos da Escola Municipal Costa Melo visitam Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto

Educação
05/02/2026 15h41
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria da Educação, investe em atividades culturais para ampliar o conhecimento dos estudantes. Acompanhados de professores, os alunos do 4º ano da Escola Municipal em Tempo Integral Professor José Antônio da Costa Melo visitaram um espaço apropriado para isso. O aprendizado sobre cultura, arte e memória sergipana ocorreu em um dos principais equipamentos públicos da capital destinado à difusão desses saberes - o Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, localizado no Centro Histórico de Aracaju. 

Na oportunidade, os alunos do Costa Melo foram direcionados à exposição “Mestre Nogueira: 40 anos de Vivência Artística”. A mostra retrata a trajetória de quatro décadas do artista visual Ednaldo Nogueira, conhecido como Mestre Nogueira. O folclore local é tema recorrente em suas criações, assinalando a identidade cultural como um traço forte de seu fazer artístico. Artista versátil, suas obras transitam em diversos campos, como pinturas e esculturas. O talento dele rompeu fronteiras, com as criações expostas em galerias e acervos de diversos países europeus, e em outros como Estados Unidos e Índia. 

Aluna do 4º ano da Escola Costa Melo, Raniely Vitória contou que gosta muito de desenhar e pintar. Segundo ela, conhecer tantas obras como as do Mestre Nogueira servirá como inspiração e incentivo para ela continuar elaborando as suas pinturas. “Foi muito bom, tudo é muito bonito. O que eu mais gostei foram os desenhos na pedra. Agradeço a Deus que meus amigos estão aqui junto comigo”, disse a menina. 

O estudante Kauã Vinicius expressou o quanto admirou não só as pinturas expostas na mostra, como também a arquitetura do prédio histórico, construído no século XIX. “Eu achei as pinturas muito bonitas, e é muito lindo esse lugar. A obra que mais chamou minha atenção foi a de Paris”, afirmou Kauã Vinicius.

A ação foi realizada em conjunto entre a pasta da Educação e a Secretaria Municipal da Cultura, administradora do espaço. Uma das atribuições do Palácio-Museu é justamente manter-se aberto a ações educacionais. O intuito é difundir a história e riquezas culturais do Estado a estudantes, a partir de exposições de obras, seja de artistas consagrados ou iniciantes - as quais contribuem para uma formação cidadã e voltada à valorização da identidade sergipana. 

Para a diretora do Palácio-Museu, é uma alegria receber alunos da rede municipal de ensino para prestigiarem uma exposição tão rica como essa. ”É um artista consagrado na Europa, com várias obras expostas e está hoje aqui no Centro Cultural mostrando a sua arte. Ele é um artista multifacetado, trabalha com ferro e tem várias telas aqui em exposição para que as pessoas possam vir contemplar e saber o quanto é importante prestigiar os nossos artistas”, enfatizou Salete Martins. 

No âmbito da Educação, a atividade extraclasse é fruto de iniciativa do Departamento de Educação Básica, através da Coordenadoria de Artes. Para o coordenador do setor, Alessandro Felix, é importante estimular nas crianças o senso de pertencimento e o amor pelas riquezas culturais e artísticas sergipanas em um espaço como o Palácio-Museu. 

“Neste ano letivo, vamos desenvolver muito essa ação conjunta (com a Secult), a qual proporcionará que os nossos alunos de todas as etapas e todas as escolas percebam nas linguagens de arte disponibilizadas, no Palácio-Museu, a relevância da cultura e das expressões artísticas. Um espaço como esse permite elevar a percepção da arte e o valor que ela tem na vida de cada um de nós”, comentou Alessandro Felix. 

O passeio encantou as crianças. De acordo com a professora Suzana Macêdo, para muitas delas, foi a primeira vez que exploraram o universo da história, cultura e artes no espaço. “Aqui, elas tiveram o prazer de conhecer o que é um Palácio-Museu. Eu entendo que a escola pública tem esse papel de trazer os seus estudantes para os espaços de cultura. Não é o hábito de algumas famílias, nos momentos de lazer, trazê-las para locais como esse. Muitas crianças só têm conhecimento do que é museu, do que é uma exposição, por meio da escola, porque dentro da comunidade, ela não consegue. E a partir dessa vivência elas se tornam multiplicadoras”, analisou Suzana Macêdo.