Mais uma etapa do projeto Centro Vivo, que reúne ações de requalificação da região central da capital, foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 26, na sede da Prefeitura de Aracaju. Durante o encontro, representantes de diversas secretarias municipais detalharam à prefeita Emília Corrêa os projetos previstos em suas respectivas áreas de atuação, reforçando o caráter integrado, estratégico e colaborativo da proposta.
A iniciativa tem como objetivo promover intervenções planejadas e articuladas nas áreas de urbanismo, comércio, economia, cultura, segurança, turismo e mobilidade, consolidando um novo momento para o centro da cidade.
A prefeita Emília Corrêa destacou que o Centro Vivo faz parte do seu plano de governo e ressaltou que as primeiras ações já começaram a sair do papel. Entre elas estão o remanejamento dos ambulantes para um espaço mais adequado e seguro, melhorias na infraestrutura com novo asfalto, a retirada da fiação aérea dos postes e a revitalização do tradicional Beco dos Cocos, além de outras intervenções estruturais. “A nossa expectativa é transformar tudo o que foi apresentado nesta reunião em ações concretas, garantindo que o centro volte a ser um espaço vivo, organizado e atrativo para a população”, pontuou.
O secretário municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), Thyago Silva, enfatizou que a integração entre as pastas é fundamental para garantir a efetividade das ações. Segundo ele, o Centro Vivo é uma construção coletiva, baseada em planejamento, responsabilidade e cooperação. “Quando unimos esforços, conseguimos pensar a requalificação de forma ampla, estruturada e sustentável, devolvendo ao centro seu protagonismo histórico, cultural e econômico. Nosso compromisso é transformar planejamento em resultado concreto para a população”, afirmou.
Para o secretário municipal do Turismo, Fábio Andrade, o centro é o coração da cidade e precisa de um novo olhar. “Não é apenas reviver o centro, mas construir um novo centro, que valorize sua história e, ao mesmo tempo, traga inovação e desenvolvimento para o turismo e para a cidade como um todo”, ressaltou.
O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, afirmou que o Centro Vivo representa um movimento estratégico de retomada da área central. De acordo com ele, seis setores estão sendo analisados de forma segmentada, considerando demandas específicas como segurança, estacionamento, pavimentação e divulgação. A prioridade inicial está no quadrilátero entre as ruas Barão de Maruim, Travessa José de Faro, Arauá e Rua da Frente, onde há maior impacto da desocupação de imóveis. “A integração entre secretarias será fundamental para devolver dinamismo econômico à região e evitar que moradores e empresas deixem o centro”, destacou.
Já o diretor de Espaços Públicos e Abastecimento da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Bertulino Menezes, reforçou que a organização e padronização dos espaços públicos geram benefícios diretos para comerciantes, consumidores e para o turismo. Segundo ele, a proposta é estruturar melhor esses locais, garantindo identificação, equipamentos adequados e ordenamento. “Quando há disciplina e organização, há mais segurança e credibilidade. Isso fortalece o comércio regular, valoriza o ambiente urbano e contribui para atrair mais pessoas ao centro”, afirmou.