Alunos da rede municipal aprendem sobre cultura e arte em visita à Galeria Álvaro Santos

Educação
26/02/2026 16h05
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Nesta quinta-feira, 26, alunos do 4º ano da Escola Municipal em Tempo Integral Costa Melo prestigiaram o universo das artes, da cultura e da história sergipana. Uma visita guiada, promovida pela unidade em parceria com a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria da Educação, proporcionou às crianças a ampliação dos conhecimentos nesses campos do saber. O dia foi marcado pelo entusiasmo dos estudantes ao terem acesso a espaços e produções artísticas que são símbolos da cultura e da memória do Estado.

Na dinâmica fora dos muros da unidade, no Centro de Aracaju, na região entre a Praça Olímpio Campos e a Rua Laranjeiras, as crianças foram conduzidas à Galeria de Arte Álvaro Santos, à Catedral Metropolitana de Aracaju e ao Museu da Rua 24 Horas. Na galeria, elas puderam presenciar a exposição ‘François Hoald: O tropicalista dos pincéis’, que valoriza e celebra a trajetória do artista plástico sergipano, natural de Itabi, que teve atuação marcante nas décadas de 1960 e 1970. 

Cores vibrantes, presentes em obras compostas por elementos remontam à identidade cultural de Aracaju e de Sergipe, expostas em quadros, tapeçaria, cerâmica e madeira, chamaram a atenção dos alunos. A partir de parceria com a galeria, o diretor criativo e arquiteto do estúdio W +, Wesley Lemos, foi o responsável por contar a história do artista às crianças através da expografia. 

Para Lemos, em uma atividade como essa, é essencial que as crianças assimilem os processos criativos, da mente e da imaginação, aprendendo que é possível recorrer às artes, às cores e à pintura nos processos de personalização de objetos e espaços. “Eu mostrei a eles que o Hoald, a todo momento, queria definir que ele era um sergipano no mundo. Por isso, a profusão de cajus, de araras, e papagaios nas obras, símbolos e signos que definiam que ele era um artista sergipano, e tinha essa vontade de mostrar para o Brasil o que Sergipe tinha de genuíno”, avaliou Wesley Lemos. 

Segundo o coordenador de Arte da Semed, Alessandro Felix, um dos objetivos do passeio é estender as práticas pedagógicas da atividade extracurricular à unidade de ensino. “A obra de Hoald mostra muito a caracterização de Aracaju por meio de cajus, castanhas, flores. É bem colorida e dá para os alunos reproduzirem em sala de aula. Com essa atividade, a nossa proposta é que o aluno tenha cada vez mais esse olhar aguçado para as obras de arte, para que ele possa percebê-las ao longo da sua vida e valorizar quando encontrá-las em outros espaços”, apontou Felix.

A coordenadora da Galeria de Arte Álvaro Santos, Jaci RosaCruz, destacou que a galeria prioriza esse diálogo com as escolas. Segundo ela, é de extrema importância que as crianças tenham contato com a arte desde cedo, para entender, abrir o olhar e para respeitar os artistas. “A nossa missão é que nessa nova geração já venha com esse respeito. E entendendo também que se eles quiserem ser artistas, trata-se de uma profissão. Essa é uma das missões da galeria e ficamos muito felizes em receber escolas aqui”, disse Jaci RosaCruz.

Praça
 
Ao saírem da galeria, os meninos e meninas foram direcionados aos monumentos em homenagem a Olímpio Campos e ao Cacique Serigy. Em seguida, se dirigiram à Catedral e, logo após, ao Museu da Rua 24 Horas. Nesses ambientes, o professor Alessandro Felix explicou aos alunos aspectos arquitetônicos, históricos e artísticos evidenciados. 

Para muitos deles, inclusive, foi a primeira vez que visitaram todos esses locais, a exemplo do aluno Arthur Firmiano de Jesus, de 9 anos. Ele conta que se impressionou com as obras de arte da galeria e, sobretudo, com a arquitetura e pinturas da Catedral de Aracaju. “Estou achando legal, é tudo muito bom aqui. Na Catedral, senti uma paz, a sensação é de entrar em outro mundo, no paraíso”, narrou Arthur. 

A aluna Ana Sophia, 9 anos, reforçou suas inspirações e sonhos após a vivência ao lado de seus colegas e professores. Ela afirmou que deseja ser desenhista e artista plástica, e que ter contato com as obras de Hoald e outros itens que representam a memória e tradições sergipanas surpreenderam. “Nesse passeio, vi obras de outros desenhistas, artistas. Eu gostei muito das artes, achei bonitas. Com certeza, foi com muito esforço que eles conseguiram fazer isso. Quando eu crescer, quero ser desenhista e pintar quadros”, afirmou.