A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult Aju), participou da Oficina de Elaboração de Planos de Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial, realizada durante a programação do 1º Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural (SNPC), em Brasília. A atividade reuniu gestores culturais, pesquisadores e representantes de instituições públicas para debater estratégias de preservação e valorização das manifestações culturais brasileiras.
A oficina teve como objetivo apresentar metodologias e instrumentos utilizados na construção dos planos de salvaguarda, documentos fundamentais para orientar ações de proteção, valorização e transmissão dos bens culturais de natureza imaterial, como saberes, celebrações, formas de expressão e práticas culturais tradicionais.
A presença da Secult Aju na atividade reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação do patrimônio cultural de Aracaju, especialmente das manifestações imateriais que compõem a identidade da cidade. Para o secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, participar da oficina é uma oportunidade estratégica para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer as políticas culturais no município.
“A participação da Secult Aju em espaços como esse é fundamental para que possamos aprimorar nossas políticas de preservação e valorização da cultura popular. O patrimônio imaterial representa a alma de um povo, e precisamos garantir que essas tradições sejam protegidas, reconhecidas e transmitidas para as próximas gerações”, afirmou.
O secretário também destacou que o intercâmbio com outras cidades e instituições permite que Aracaju avance na construção de políticas públicas mais estruturadas para o setor. “Estar em diálogo com o Iphan e com gestores culturais de todo o país fortalece nossa capacidade de desenvolver projetos de salvaguarda em Aracaju, respeitando as especificidades das nossas manifestações culturais e ampliando o reconhecimento do patrimônio da nossa cidade”, concluiu.
Durante o encontro, a diretora substituta do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marina Lacerda, explicou como ocorre o processo de identificação e registro desses bens culturais. Segundo ela, a construção de políticas de salvaguarda parte de um amplo trabalho de pesquisa e diálogo com as comunidades detentoras das tradições.
“O processo começa com uma pesquisa aprofundada sobre o bem cultural, buscando entender seus valores, significados e a forma como ele se manifesta nas comunidades. É um trabalho que envolve pesquisa demográfica, produção de registros fotográficos e audiovisuais, além da participação ativa da sociedade civil e de instituições ligadas ao patrimônio cultural”, destacou Marina Lacerda.
De acordo com a representante do Iphan, os materiais produzidos ao longo da pesquisa ajudam a compor o dossiê que fundamenta o reconhecimento do bem cultural e orienta as ações de salvaguarda. “Além da documentação técnica, também produzimos registros audiovisuais — incluindo vídeos documentais — que ajudam a preservar a memória e ampliar o conhecimento sobre essas manifestações culturais. A partir disso, são estruturadas ações de apoio e sustentabilidade para garantir que esses saberes continuem vivos nas comunidades”, completou.
A oficina integra a programação do 1º Fórum do SNPC, que reúne gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de fortalecimento das políticas públicas de patrimônio cultural no Brasil. O evento também marca a construção do primeiro Plano Nacional Setorial de Patrimônio Cultural, instrumento que deverá orientar as ações de preservação e valorização do patrimônio cultural brasileiro nos próximos anos.