A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Articulação, Parcerias e Investimentos (Sempi), realizou nesta quinta-feira, 12, a primeira reunião com um dos dois consórcios autorizados a realizar os estudos do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nº 03/2025 para o novo Centro Administrativo. O encontro marcou o início do alinhamento técnico entre as equipes, além de discutir as diretrizes iniciais dos estudos, que abrangem a área central da cidade.
A reunião contou com a participação da Comissão Especial do PMI do Centro Administrativo, composta pelo presidente da comissão e diretor do Departamento de Parcerias (DPAR), Marconi Cavalcanti; pelo assessor jurídico do DPAR, Victor Guerra; pelo arquiteto do DPAR, Ricardo Mascarello; e pelo gestor do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, Renato Basílio.
Também estiveram presentes o secretário da Sempi, Fábio Uchôa; o assessor de planejamento da Sempi, Alan Falcão; e os representantes do consórcio composto pelas empresas Think Viabilidade de Negócios Ltda e Emergo Construção e Serviços Ltda, Alexandre Vianna e Rafael Tinelli, respectivamente.
Para o secretário da Sempi, Fábio Uchôa, o primeiro encontro foi importante para alinhar expectativas e compreender a abordagem inicial da equipe responsável pelos estudos. “Essa primeira reunião foi fundamental para que as equipes se conhecessem e para estabelecer os pontos focais de interlocução. O projeto é amplo, abrange a região central da cidade, e já iniciamos um debate sobre quais áreas podem ser consideradas prioritárias, os critérios utilizados para essa escolha e se outros locais também foram avaliados. Tudo isso alinhado ao plano de governo da prefeita Emília Corrêa que visa, sobretudo, retomar o protagonismo do centro da capital”, destacou.
O projeto tem como objetivo estruturar um complexo administrativo que concentre, em um único espaço, grande parte de órgãos da administração municipal. A proposta busca melhorar a integração entre as equipes, facilitar a comunicação entre os setores públicos e tornar o atendimento à população mais eficiente.
Segundo o presidente da comissão do PMI e diretor do DPAR, Marconi Cavalcanti, a centralização das secretarias em um mesmo espaço pode trazer ganhos significativos para a gestão pública. “A ideia é que tenhamos um complexo administrativo único, o que melhora a troca de informações e facilita a realização de reuniões e articulações entre as secretarias. Quando os tomadores de decisão estão fisicamente próximos, processos como reuniões estratégicas ou até a formação de gabinetes de crise se tornam muito mais ágeis”, explicou.
Marconi também ressaltou que os estudos precisarão reunir informações detalhadas sobre o funcionamento da estrutura administrativa da Prefeitura para dimensionar o novo espaço. “Para dimensionar um centro administrativo é necessário saber quantos postos de trabalho, quantas salas de reunião serão necessárias, quais secretarias estarão presentes e quais estruturas precisarão ser contempladas. O gestor do atual Centro Administrativo, Renato Basílio, possui conhecimento organizacional sobre a Prefeitura e acesso às informações administrativas das secretarias, sendo uma referência importante para os estudos”, afirmou.
Além da reorganização administrativa, o projeto também pretende contribuir para a revitalização do Centro da capital. “Por orientação da prefeita Emília Corrêa, o estudo deve considerar a implantação na região central, justamente para estimular um processo de revitalização urbana de alto nível, fortalecendo a dinâmica econômica e social do bairro”, acrescentou Marconi.
Outro ponto em análise durante os estudos é o modelo de estruturação do empreendimento. Entre as alternativas consideradas está a concessão patrocinada, modalidade de Parceria Público-Privada (PPP) em que o parceiro privado fica responsável pela implantação e operação do complexo administrativo, enquanto o poder público realiza uma contraprestação ao longo do contrato. Nesse formato, além da construção do espaço, o parceiro assume a gestão predial e pode explorar atividades complementares, como lojas e serviços para o público em geral, contribuindo para a sustentabilidade econômica do projeto.
“A grande vantagem desse modelo é que a Prefeitura não precisa dispor de grandes volumes de recursos de imediato para a implantação. O parceiro privado realiza o investimento e a administração pública realiza pagamentos ao longo do prazo de concessão, que incluem não apenas a construção, mas também a operação, manutenção e gestão do espaço”, detalhou Marconi.
Para o diretor da Emergo Construções, Alexandre Vianna, a reunião marcou o início efetivo do trabalho técnico. “A reunião foi muito produtiva, conseguimos dar os primeiros passos no projeto. Agora vamos encaminhar uma lista de solicitações de informações para que possamos iniciar os estudos e avançar o mais rapidamente possível”, afirmou.
Já o diretor da Think Viabilidade de Negócios, Rafael Tinelli, salientou que o encontro permitiu alinhar as expectativas do município e organizar o planejamento inicial do projeto. “Hoje tivemos uma conversa de alinhamento das diretrizes que vamos assumir no estudo, entendendo a expectativa do município e da secretaria. A partir disso, vamos encaminhar um pedido de informações necessárias ao dimensionamento para obter os dados necessários e estruturar um modelo conceitual inicial, que permita avaliar a pré-viabilidade do projeto e organizar os cenários mais factíveis para o Centro Administrativo”, explicou.
Em etapa posterior, a Comissão Especial do PMI também realizará reunião com o outro consórcio autorizado, composto pelo Instituto de Infraestrutura, Inteligência e Inovação - 14 Brasil e Garin Infraestrutura Assessoria e Participações; Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Sociedade de Advogados, a elaborar os estudos do projeto, dando continuidade ao processo de construção das alternativas que irão subsidiar a futura modelagem do novo Centro Administrativo de Aracaju.