Participação diversa consolida Corrida Cidade de Aracaju como espaço democrático de esporte e lazer

Agência Aracaju de Notícias
28/03/2026 16h29
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Com uma estrutura organizada pela Prefeitura de Aracaju para garantir segurança, acessibilidade e conforto a todos os participantes, a Corrida Cidade de Aracaju, realizada neste sábado, 28, reafirma seu caráter inclusivo e diverso. A cada edição, o evento se consolida como um espaço democrático, aberto tanto a atletas profissionais quanto ao público em geral, incluindo idosos e pessoas com deficiência.

Esse cenário evidencia o papel do esporte como ferramenta de promoção da saúde, da integração social e da qualidade de vida, traduzido nas histórias de participantes com diferentes trajetórias e perfis.

Entre os destaques está a aposentada Margarete Nascimento, de 70 anos, participante da categoria 5 km PCD. Corredora e nadadora de piscina e de águas abertas, ela ressalta a importância da representatividade e do incentivo à prática esportiva na terceira idade, especialmente entre as mulheres.

“Este ano estou aqui mais uma vez para representar aqui nossa classe de mulheres fortes, mulheres guerreiras, principalmente as idosas, que também precisam ter esse olhar e essa vontade, e se permitir a participar do esporte, porque o esporte e a arte salvam. Representa que eu ainda posso, e que o idoso pode estar onde ele quiser, ele ou ela, depende da vontade dele. Nós podemos estar onde quisermos, independente de qualquer idade”, afirmou.

O paratleta João Pedro, de 26 anos, que participa pela primeira vez da prova na categoria 5 km PCD, destaca motivação voltada à saúde, além de expectativa positiva para a estreia. “Eu sou atleta, desde novo, desde os 12 anos, sempre corri, aí tinha dado um tempo e voltei agora. O que me motiva é a saúde e o esporte em si, eu faço levantamento de peso. É a primeira vez que estou participando e as expectativas são as melhores”, disse ele.

A dona de casa Jenifer Santana, de 31 anos, também estreia na corrida, na distância de 5 km, e ressalta história de superação pessoal, marcada pela busca por mais qualidade de vida. “Estou em preparação desde novembro, fui picada pelo mosquitinho da corrida, e agora não saio mais. Eu estava numa obesidade grau 2, quase à beira da diabetes. Isso aqui representa uma vitória, e o meu maior pódio é a minha família, que já tá lá me esperando”, celebrou.

Para a assistente social Andréa Barbosa, de 41 anos, que corre há dois anos, a prática esportiva está diretamente ligada à saúde mental e ao equilíbrio emocional. Neste ano, ela participa do percurso de 5 km. “Correr é vida, é paz, traz tranquilidade, controla a ansiedade, traz saúde mental. É um dia muito especial, esperado por todos os atletas. É muito organizado, todos os clubes se preparam muito e a gente passa o ano inteiro treinando especificamente, fazendo simulados. Eu acho que esse ano eu não vou aguentar, acho que esse ano vão cair lágrimas. Esse ano está muito emocionante, está muito diferente”, comentou.

Já Josilda Monteiro, de 76 anos, que começou a correr incentivada por amigas e colegas de trabalho, enfatizou o valor do convívio social e da celebração da vida proporcionados pelo evento. “A gente celebra a saúde da nossa vida nesse momento, que é muito importante, e a união com a comunidade que se faz presente. E a gente também agradece à prefeitura por nos proporcionar essa felicidade de termos uma tarde assim, que nos eleva e faz com que a gente leve também a nossa família conosco. A gente esquece das pessoas que estão ao nosso lado e pensa só na gente. Eu vou conseguir, eu vou chegar no momento exato junto com todos”, disse ela.