Uma mulher moradora do bairro Olaria, em Aracaju, está sendo acompanhada por uma equipe multidisciplinar após sofrer agressões físicas graves que resultaram em sequelas permanentes, incluindo a perda de parte da língua. O caso, ocorrido na última quinta-feira (9), ganhou repercussão nesta segunda-feira, 13, e acende um alerta sobre a gravidade da violência doméstica.
O atendimento está sendo realizado pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher, equipamento vinculado à Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres. A assistência foi iniciada logo após a divulgação do caso na imprensa, evidenciando a atuação ágil da equipe da SerMulher
A mulher já recebeu orientação sobre serviços socioassistenciais, iniciou acompanhamento psicológico e conta com suporte jurídico. A secretária da pasta, Elaine Oliveira, articulou o acionamento das redes municipal de saúde e assistência social para garantir um atendimento integral e contínuo.
O CRAM desempenha papel essencial no enfrentamento à violência contra a mulher no município, oferecendo acolhimento humanizado e atendimento multidisciplinar. Entre os serviços disponíveis estão apoio para formalização de denúncias, orientação sobre medidas protetivas e acompanhamento psicológico individual e em grupo."A denúncia feita através do boletim de ocorrência (BO) é um passo fundamental para interromper o ciclo de violência e garantir acesso aos mecanismos de proteção e ele também pode ser feito no CRAM com todo o acolhimento que a mulher precisa", explica a secretária.
Serviço
O CRAM é o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, um serviço público gratuito, porta aberta e sigiloso que oferece acolhimento, orientação jurídica, psicológica e social para mulheres em situação de violência doméstica ou vulnerabilidade. Ele visa romper o ciclo de violência e garantir os direitos da mulher