Capacitação fortalece atuação da Prefeitura no acolhimento a mulheres vítimas de violência

Sermulher
15/04/2026 14h55
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da equipe da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher) e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), equipamento vinculado à Secretaria, participou da formação sobre a Delegacia Virtual da Mulher (Devir Mulher), iniciativa que integra o Projeto Poly, da Polícia Civil. 

Ministrado pela diretora de Proteção e Enfrentamento à Violência,  Ana Carolina Machado Jorge, o curso trouxe reflexões e orientações práticas sobre o atendimento digital, destacando que a violência contra a mulher é crime previsto no Código Penal ou em legislações específicas — e que o acesso rápido às medidas protetivas pode ser decisivo para salvar vidas. Mais do que uma atualização técnica, a formação representa um avanço no cuidado, na escuta e na resposta às mulheres em situação de violência.

O Projeto Poly  permite à vítima registrar a ocorrência, enviar provas e relatar sua situação diretamente pelo celular, sem precisar sair de casa. A proposta é simples, mas poderosa — romper barreiras, encurtar distâncias e garantir que nenhuma mulher fique sem assistência.

Para a advogada da SerMulher, Vanessa Correia, a formação representa um divisor de águas na atuação das equipes. “Esse treinamento amplia nossa capacidade de acolhimento e resposta. Muitas mulheres ainda enfrentam medo, dificuldade de locomoção ou até vigilância constante. Saber que elas podem acessar a justiça de forma segura, pelo celular, muda completamente o cenário. Nós, enquanto equipe, saímos mais preparadas, mais sensíveis e mais conectadas com essa nova realidade”, destacou.

O atendimento virtual, realizado por uma equipe composta exclusivamente por mulheres, funciona 24 horas por dia. A vítima pode escolher o melhor momento para ser atendida, com agendamento disponível das 7h à meia-noite, todos os dias da semana. Após o registro, a equipe entra em contato — inclusive por videochamada — para orientar, acolher e reunir as informações necessárias para a solicitação de medidas protetivas, que são encaminhadas ao Poder Judiciário.

A coordenadora do CRAM, Flávia Calumby, reforçou o impacto direto da capacitação no atendimento diário.“Essa atualização nos fortalece enquanto rede. A gente passa a entender melhor os procedimentos que envolvem a solicitação das medidas protetivas e o registro dos boletins de ocorrência que estão sendo realizados no CRAM, através da nossa equipe técnica. Cada profissional envolvida nesse processo foi capacitada e outras tiveram a oportunidade de ter seu conhecimento renovado, contribuindo com a qualidade do serviço oferecido às nossas assistidas. Isso reflete diretamente na vida das mulheres que chegam até nós, porque conseguimos orientar com mais segurança e agilidade. É sobre salvar vidas, mas também sobre devolver dignidade e esperança”, afirmou.