Mesmo com a coleta de lixo regular em toda a cidade, o descarte irregular de resíduos ainda representa um desafio na capital. Para enfrentar o problema, a Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), tem ampliado serviços como o cata-treco, os ecopontos e a coleta seletiva domiciliar, oferecendo alternativas gratuitas e acessíveis para garantir a destinação correta de materiais e preservar a limpeza urbana.
O diretor operacional da Emsurb, Elder Muniz, destaca que Aracaju dispõe atualmente de um sistema estruturado de coleta de resíduos que atende todo o perímetro urbano, com regularidade e previsibilidade. Ainda assim, o descarte irregular segue como um dos principais desafios da limpeza urbana na capital.
Segundo ele, esse tipo de prática ocorre quando a própria população cria pontos informais para depósito de resíduos, reunindo desde lixo domiciliar até entulhos de construção civil e materiais volumosos.“São pontos que acabam sendo formados de maneira irregular e que passam a concentrar resíduos de toda natureza. Isso gera impactos que vão muito além da questão estética, afetando diretamente a saúde pública e a infraestrutura da cidade”, explica.
Elder Muniz ressalta que esses locais favorecem a proliferação de vetores de doenças, como o mosquito da dengue, além de contribuir para o entupimento de canais e bocas de lobo, o que pode provocar alagamentos, especialmente em períodos de chuva.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Aracaju tem investido na ampliação e fortalecimento de serviços que oferecem alternativas práticas para o descarte correto de resíduos, facilitando o dia a dia da população.
Entre essas iniciativas, o cata-treco se destaca como um dos principais instrumentos de combate ao descarte irregular. O serviço é gratuito e voltado à coleta de objetos inservíveis de grande porte, como móveis antigos, eletrodomésticos quebrados e outros itens que não são recolhidos pela coleta domiciliar convencional.
“O Cata-Treco foi pensado justamente para atender aquela demanda do cidadão que, muitas vezes, não sabe como descartar um móvel ou um objeto maior. Sem esse serviço, esse material poderia ser deixado na via pública”, afirma Elder.
De acordo com o diretor, o serviço funciona de duas formas: por agendamento e por programação prévia nos bairros. No primeiro caso, o cidadão pode solicitar a coleta por meio da plataforma ‘Aju Inteligente’ ou pelos números 3021-9908 e 3021-9999 (também disponível via WhatsApp).
Já na programação regular, equipes percorrem bairros previamente definidos, ampliando o alcance da iniciativa. “A ideia é dar comodidade à população e evitar qualquer justificativa para o descarte irregular. O caminhão vai até a porta do cidadão e recolhe o material sem custo algum”, reforça Elder.
Outra frente importante são os ecopontos, estruturas fixas distribuídas pela cidade para o recebimento de resíduos específicos. Atualmente, Aracaju conta com nove unidades em funcionamento. “Os ecopontos são espaços fundamentais porque recebem principalmente resíduos volumosos e da construção civil, que não podem ser descartados na coleta comum. Além disso, passamos a receber também resíduos eletrônicos, ampliando a capacidade de atendimento”, destaca Elder.
Nesses locais, o material descartado recebe a destinação correta. Os resíduos recicláveis são encaminhados para cooperativas parceiras do município, como a Coores, a Care e a Cooperativa de Reciclagem União, onde passam por triagem e reaproveitamento. Já os resíduos da construção civil seguem para uma unidade de tratamento, onde são processados e transformados em brita reciclada ou pó de brita, materiais que podem ser reutilizados em obras e serviços da própria construção civil.
“Existe todo um trabalho técnico nesses espaços. As cooperativas atuam na separação dos materiais, garantindo que aquilo que pode ser reaproveitado seja corretamente encaminhado, gerando inclusive impacto social e econômico”, destaca o diretor operacional da Emsurb.
A gestão municipal também tem avançado na ampliação da coleta seletiva domiciliar, considerada uma etapa essencial para reduzir o volume de resíduos destinados aos aterros sanitários. “Hoje, a coleta seletiva já ocorre em alguns bairros, mas sabemos da necessidade de expandir esse serviço. Existe um esforço da gestão para ampliar gradativamente essa cobertura e envolver cada vez mais a população nesse processo”, afirma Elder.
Ele ressalta que a separação correta dos resíduos dentro das residências é decisiva para o sucesso da política de reciclagem. “A coleta seletiva depende diretamente da colaboração do cidadão. Quando há a separação adequada dos materiais recicláveis, todo o processo se torna mais eficiente, desde a coleta até a destinação final”, pontua.
Além dessas iniciativas, o município também mantém serviços complementares, como o cata-pneu, voltado à coleta de pneus descartados por estabelecimentos comerciais. O material é encaminhado para reciclagem, seguindo diretrizes de logística reversa. Mesmo com a estrutura disponível, o diretor reforça que o enfrentamento ao descarte irregular passa necessariamente pela conscientização coletiva.
“Aracaju possui um sistema de limpeza urbana que atende toda a cidade, com coleta regular e diversas alternativas para o descarte adequado, a exemplo do 'cata-treco' e dos ecopontos. O que precisamos é que a população utilize esses serviços. A responsabilidade pela cidade limpa é compartilhada”, conclui.
Onde encontrar os ecopontos:
- 17 de Março – Rua Vereador Manoel Nunes Resende, S/N
- Coroa do Meio – Rua Jornalista João B. de Santanna, 2618
- Inácio Barbosa – Rua Júpiter, S/N
- Ponto Novo – Rua Massaranduba, S/N
- Jabotiana – Rua Projetada, S/N
- 18 do Forte – Rua Jansen Melo, S/N
- Industrial – Avenida Confiança, 131
- Jardim Centenário – Rua Radialista José da Silva Lima, 331
- Santos Dumont – Rua Jane Bonfim, S/N