O Hospital da Mulher e Maternidade de Aracaju Lourdes Nogueira (Hama) recebeu, na última sexta-feira, 8, a visita técnica da coordenação nacional da especialização em enfermagem obstétrica da Rede Alyne, curso financiado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa integra um projeto nacional que conta com 42 universidades em todo o país e tem como objetivo fortalecer a assistência materno-infantil por meio da qualificação profissional.
A visita marcou o alinhamento dos preparativos para a realização do curso e a avaliação dos espaços que serão utilizados nas atividades práticas. A unidade será um dos campos de prática contemplados para a formação de enfermeiros obstetras. O Hama já é referência no incentivo às boas práticas e à humanização da assistência obstétrica, e o novo curso contribuirá para ampliar ainda mais esse cuidado ofertado às gestantes e recém-nascidos.
A formação também contemplará profissionais da rede de atenção básica, com atividades voltadas ao pré-natal e treinamentos relacionados ao planejamento reprodutivo, inserção de DIU e Implanon, em parceria com a SMS.
Segundo a coordenação do projeto, a proposta é qualificar a assistência obstétrica ofertada pelo SUS, especialmente para mulheres em situação de maior vulnerabilidade social, além de contribuir para a redução da mortalidade materna e infantil. A iniciativa busca ampliar a atuação de enfermeiros obstetras, promovendo um atendimento mais humanizado, seguro e alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A professora e enfermeira Ana Dorcas, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), explicou que o curso busca ampliar a qualificação das profissionais que já atuam diretamente no cuidado com gestantes na rede pública. “A maioria das nossas alunas são enfermeiras da atenção básica, que já realizam o pré-natal nas USF, mas elas também precisam da formação voltada ao parto e ao atendimento ao recém-nascido. Aqui elas terão a oportunidade de vivenciar um cenário de prática onde o enfermeiro obstetra já atua diretamente na assistência ao parto e ao recém-nascido”, ressaltou.
A tutora da Rede Alyne, Belisa Vieira da Silveira, da UFMG, avaliou que a proposta vai além da qualificação técnica, buscando consolidar uma assistência mais humanizada e segura às mulheres. “É um movimento de qualificação do cuidado por meio da formação de enfermeiros obstetras para que a gente tenha uma assistência mais qualificada, mais humana, que respeite os direitos da mulher e contribua para a redução da mortalidade materna e infantil”, pontuou.
Aline Oliveira, da Rede de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Real) da SMS, reforçou a importância da iniciativa para a qualificação da assistência materno-infantil na rede pública, especialmente no cuidado humanizado ofertado às gestantes. “Essa especialização em enfermagem obstétrica representa um avanço muito importante na qualificação da assistência à saúde da mulher, fortalecendo tanto a rede de atenção primária quanto a rede hospitalar. Investir nessa formação significa ampliar o acesso a um cuidado mais humanizado, seguro, baseado em evidências científicas e construído diretamente para a redução da mortalidade materna e infantil”, completou.