Prefeitura de Aracaju realiza fiscalização no manguezal da Coroa do Meio

Meio Ambiente
11/05/2026 14h25
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), realizou, na manhã desta segunda-feira, 11, a primeira vistoria técnica do plano de monitoramento ambiental no mangue do bairro Coroa do Meio, zona Sul da capital. O objetivo é identificar e mapear os pontos de descarte inadequado de lixo e definir políticas mais assertivas de educação ambiental focada na preservação do local. 

O descarte incorreto de lixo é um dos grandes desafios enfrentados pela gestão municipal e só nos quatro primeiros meses de 2026 foram realizadas 125 fiscalizações para identificar e coibir essa prática. Mesmo com a coleta regular, com 9 ecopontos distribuídos pela cidade e a com disponibilização do serviço de cata-treco precisa recolher grandes quantidades de resíduos destinados em locais inadequados, como terrenos, canais, avenidas e em áreas de proteção ambiental, como os mangues.

Sobre a ação da Sema, a coordenadora de resíduos sólidos Pablina Santana destaca que o trabalho vai além da identificação do lixo descartado de maneira irregular e envolve também o entendimento dos motivos que levam a população a usar determinadas áreas como ponto de descarte, bem como a maneira mais adequada que o poder público pode atuar para reduzir os impactos no meio ambiente.“Antes desse levantamento, estamos verificando o tipo de descarte, se ele é doméstico, volumoso ou da construção civil, porque, a partir daí, vamos tentar entender por que esse descarte acontece nesses locais”, explicou.

Durante o mapeamento na Coroa do Meio, a equipe técnica identificou que parte do descarte é lixo doméstico, mas não pela ausência de coleta regular. “Precisamos entender por que as pessoas não colocam o lixo em frente às suas casas para que a coleta seja realizada e acabam descartando na beira do mangue. Com a chuva, o vento e até animais que rasgam as sacolas, esse lixo acaba sendo disperso, ampliando ainda mais a poluição”, destacou Pablina.

A moradora Arlete Miranda contou que a situação é lastimável para quem reside na avenida principal. “Alguns moradores tinham até se juntado para limpar e tentar recuperar um pouco do mangue. Mas outras pessoas, que vêm de diferentes partes do bairro, jogam lixo aqui e nos deixam nessa situação horrível. Várias vezes, à noite, vemos muitos ratos; baratas, então, nem se fala. A nossa saúde está totalmente prejudicada! As pessoas precisam entender a gravidade de descartar lixo em lugar inadequado, ainda mais no mangue!”, ressaltou.

Além dos resíduos, a equipe técnica observou outras formas de ocupação irregular nas áreas de manguezal, como cercamentos, pequenas construções, criação de animais, estacionamentos improvisados e até espaços utilizados para convivência social. Situações que irão originar novas fiscalizações no local unindo outros órgãos da prefeitura.