Prefeitura acelera obra do canal e nova paisagem começa a surgir na zona de expansão

Obras e Urbanização
12/05/2026 11h11
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), segue avançando com uma das maiores obras de infraestrutura urbana, drenagem e urbanização já executadas na capital sergipana. O sistema de micro e macrodrenagem do Canal Areia Branca/Mosqueiro e canais auxiliares, na zona de expansão, já ultrapassa 30% de execução e começa a mudar a paisagem da região, com estruturas que já podem ser visualizadas pela população. 

Com investimento de R$ 180.675.513,94, a obra contempla a implantação de um amplo sistema de drenagem voltado ao controle de cheias, pavimentação asfáltica, sinalização vertical e horizontal, urbanização, acessibilidade, passeios, ciclovias e paisagismo. Cerca de 20 km de avenidas e canais, localizados entre a rodovia Melício Machado, o rio Santa Maria, a rodovia dos Náufragos e o rio Vaza Barris, estão sendo diretamente beneficiados.

Após a conclusão da lagoa 6, que compõe o canal principal, a grandiosidade da obra já pode ser percebida visualmente.O canal principal, formado por seis lagoas de detenção, começa a ganhar forma e a desenhar uma nova configuração urbana para a região. Até o momento, as lagoas 5 e 6 já foram totalmente concluídas, enquanto a lagoa 4 segue em execução.

O canal principal é responsável pela drenagem de nove sub-bacias hídricas da Zona de Expansão. Suas estruturas desempenham papel fundamental no funcionamento hidráulico do sistema. As lagoas de detenção foram projetadas para armazenar temporariamente as águas das chuvas, reduzir a velocidade do escoamento e minimizar os impactos provocados por fortes precipitações. Além disso, contribuem para a infiltração da água no solo e para o equilíbrio do lençol freático da região.

As lagoas são consideradas estruturas estratégicas dentro do sistema de drenagem. Elas atuam tanto na retenção das águas pluviais quanto no alívio do lençol freático, permitindo melhores condições de infiltração e reduzindo os riscos de alagamentos.

Além do canal principal, o empreendimento contempla 18 canais auxiliares: Estrada do Sol, São Francisco, Santa Bárbara, São Miguel, Santa Maria, Santa Marta, São Mateus, São João, Santa Rita, São Pedro, São Lucas, São Jorge, Sarutaiá, São Marcos, São José, Santo Antônio, São Carlos, São Judas Tadeu. 

Os canais auxiliares também fazem parte do conjunto de obras estruturantes executadas na região, ampliando a capacidade de drenagem e contribuindo para o funcionamento integrado do sistema hidráulico. Entre os trechos já executados estão o Canal São Jorge, implantado na Rua Taubaté, e o Canal São Marcos, na Rua N. Nesses locais, resta apenas a execução da etapa de pavimentação.

Os impactos da obra já começam a aparecer no desenho urbano da região. Em diversos trechos, já é possível perceber a conformação do caixão das vias, a delimitação do sistema viário e a preparação para etapas futuras, como implantação de meio-fio, pavimentação e urbanização.

O estudante Renato dos Santos, que cresceu no local, diz que, mesmo sem a conclusão da obra, a realidade já é bem melhor. “De junho a agosto, basicamente todos os anos havia alagamento. Era a pista forrada de um lado a outro. Há uns 8 anos, encheu por completo, dava peixe na pista, a água batia na canela. Andar a pé era impossível. No ano passado, após o avanço da obra, foi o primeiro ano de que me lembro que não teve alagamento”, enfatizou.

Historicamente, a zona de expansão convive com problemas relacionados à ausência de infraestrutura básica, ocupação irregular e alagamentos frequentes durante períodos chuvosos. Em algumas localidades, moradores chegam a ficar isolados devido à impossibilidade de acesso viário. Por isso, a obra busca justamente solucionar esses problemas históricos, favorecendo o ordenamento urbano e a valorização territorial.

Além de solucionar de forma definitiva os alagamentos, a obra prevê a implantação de grandes avenidas no entorno dos canais. Mais do que facilitar a manutenção do sistema hidráulico, essas vias terão papel estratégico na organização urbana da região, contribuindo para a mobilidade, acessibilidade, ordenamento imobiliário e valorização paisagística do espaço urbano.

As intervenções exigem atuação constante de maquinários pesados e grandes movimentações de terra em áreas abertas, o que torna o cronograma suscetível às condições climáticas. Durante períodos de chuvas intensas, algumas etapas precisam ser temporariamente pausadas por questões técnicas e de segurança operacional. No entanto, o avanço da obra segue em ritmo contínuo, com frentes de trabalho distribuídas em diferentes trechos da intervenção.