Prefeitura realiza mais uma fiscalização no manguezal do bairro Coroa do Meio

Meio Ambiente
12/05/2026 16h11
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A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), realizou a segunda vistoria técnica do plano de monitoramento das áreas de mangue do bairro Coroa do Meio, zona sul da capital. Dessa vez, a equipe de Flora do Departamento de Controle Ambiental esteve na região para mapear os danos à vegetação e aos animais que habitam o mangue, como caranguejos e aves migratórias. 

Durante o monitoramento foi possível identificar diversos sinais de degradação ambiental na região. Podas drásticas nas árvores, supressão sem autorização e despejo de esgoto foram alguns dos problemas encontrados no manguezal que circunda a avenida Desembargador José Antônio de Andrade Góis. A ação também constatou a presença de veículos estacionados em áreas de preservação permanente (APP), prática proibida pela legislação ambiental e pelo Código de Trânsito.

De acordo com a equipe técnica, a continuidade das operações é fundamental para reduzir os pontos viciados de descarte irregular e ampliar a conscientização da população. “Quando a população percebe a presença constante da fiscalização, existe uma tendência maior de inibição dessas práticas irregulares. Nosso objetivo é justamente reduzir esse descarte e monitorar se haverá diminuição desses pontos ao longo da avenida”, destacou a analista ambiental da Sema, Emanuella Carla.

Enquanto a equipe realizava a vistoria, moradores da região aproveitaram para tirar dúvidas e sugerir medidas para melhorar a situação do manguezal. Para a dona de casa Itânia Prado, o manguezal vem sendo destruído “de ponta a ponta” pelo descarte irregular de lixo, entulho, móveis e pneus. “Uma pessoa joga um papel, outra joga uma latinha, aí chove e alaga. Depois ninguém presta, mas quem começou?”, questiona.

Itânia também avaliou como positiva a presença da equipe de fiscalização. “Quem degrada o meio ambiente tem que ser multado e de forma severa. A vinda da fiscalização ajuda a diminuir a sensação de impunidade e isso faz com que a população tenha receio de jogar lixo na natureza”, completou.