Trabalho da Cooperativa de costureiras da Coroa do Meio abrange produção de uniformes para servidores municipais

Agência Aracaju de Notícias
11/02/2005 09h45
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Diariamente, mulheres da comunidade da Coroa do Meio dedicam-se à arte do corte e costura, na Cooperativa de Produção e Trabalhos de Aracaju (Cooptraju), situada no bairro. Instalada na unidade de qualificação profissional mantida pela Fundação Municipal do Trabalho (Fundat), a cooperativa permite que 25 moradoras do bairro trabalhem na confecção de fardamentos profissionais utilizados pelos funcionários das secretarias municipais. Todo o trabalho é feito com o apoio da Prefeitura de Aracaju, que antes de viabilizar a abertura do empreendimento proporcionou curso de qualificação profissional às integrantes do grupo. Dispondo de equipamentos e espaço necessários para a realização das atividades de produção, a cooperativa possibilita às costureiras o resgate de sonhos perdidos pela falta de emprego e o aumento da renda familiar. “A cooperativa surgiu no momento em que estava desempregada e preocupada em sustentar a minha família, foi quando apareceu a oportunidade de participar de um curso promovido pela prefeitura e integrar o grupo de costureiras”, diz Aleide Santos Vieira, integrante da cooperativa desde quando fundada, em 2003. O resultado da produção dessas costureiras pode ser comprovado nos fardamentos de profissionais da Fundat, de agentes de saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e ainda em camisas diversas que confeccionam para as crianças assistidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. “No momento, estamos aguardando os calçados e demais acessórios para a organização dos kits de fardamento dos agentes de saúde. Aqui somos responsáveis pela produção de camisas e calças, além da organização dos kits”, declara a costureira Ridália Cavalcante, referindo-se à produção de 3 mil fardamentos para a SMS. Para as companheiras de trabalho, a cooperativa serviu para acreditar que ainda há espaço para o desenvolvimento de atividades comercias que contribuem para a realização profissional e conquista de boas condições de trabalho. “Antes estava meio desacreditada com a iniciativa da cooperativa, mas com o passar do tempo, percebi que fiz a escolha certa. É muito gratificante estar trabalhando com o pessoal aqui, ainda mais fazendo o que gosto que é costurar”, diz Ridália Cavalcante que há 10 anos dedica-se à atividade de costureira.