Tocha passou por Canindé antes de chegar à Aracaju

Agência Aracaju de Notícias
10/06/2007 16h26
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A cidade de Canindé de São Francisco, a cerca de 213 km da capital sergipana, parou para festejar na manhã de hoje a chegada da Chama Pan-Americana e a realização do revezamento da tocha às margens do Rio São Francisco e pelas ruas da cidade. As casas foram todas enfeitadas, ruas e praças tinham inúmeras bandeirinhas e, no Forródromo, foi montada uma réplica da antiga Canindé. Os moradores, de mãos dadas, fizeram um grande cordão de isolamento em todo o percurso para a passagem do comboio. O evento contou com a presença dos descendentes de Virgulino Pereira da Silva, o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, mortos por soldados na Grota do Angico, em 1938, junto com um grupo de nove cangaceiros. Luana Oliveira, bisneta do casal, recebeu a Tocha Pan-Americana Rio 2007 das mãos do prefeito Orlando Andrade e abriu o revezamento à beira do Lago do Xingó. Com 18 anos, nascida em Sergipe e ex-integrante a seleção estadual de natação, Luana mora hoje em São Paulo, onde estuda psicologia, mas não abandonou suas raízes. “A emoção de resgatar a tradição da minha família junto com esporte foi muito grande”, garantiu ela. Participaram ainda da cerimônia de abertura a filha única do casal, Expedita Ferreira, e seu marido, Manoel Menezes; os pais de Luana, Iza Ferreira e Heibaldo Andrade; e os netos, Djair, Gleusa e Vera Ferreira. No revezamento estiveram também a parteira Josefa Maria, famosa por já ter acompanhado o nascimento de mais de 5 mil bebês, e Zé Leobino, de 83 anos, fundador do grupo folclórico Cavalhada, que conduziu a tocha com trajes típicos e montado a cavalo. Confira galeria de fotos do evento