Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira apóia a Oficina de Fotografia com Pinhole

Funcaju
27/02/2008 15h37
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O termo Pinhole, expressão inglesa, tem o significado de buraco de alfinete. Trata-se de uma câmera escura sem lente que pode ser feita em qualquer recipiente vedado à luz e com um pequeno furo, de 0,02 polegadas (0,5 mm) ou até menos como, por exemplo, uma lata de tinta. Na lata é também utilizado o papel fotográfico.

A Oficina de Fotografia com Pinhole, será realizada hoje, quinta-feira, às 19h no Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPDOV), unidade da Fundação de Cultura, Turismo e Esportes (FUNCAJU), para uma turma de 20 alunos. Os interessados deverão comparecer no núcleo munido de filme 35mm, ASA 100, mais R$5 pela taxa de inscrição.

Os ministrantes da oficina, Janaína Moraes e Frederico Nicholson, fazem parte do grupo de estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com especialidades na área de fotografia e são ex-alunos do curso de Fotografia com Pinhole da região. Nicholson é estudante do curso de Publicidade e Propaganda e Janaína Moraes estuda também teatro. Ambos são amantes do universo mágico da fotografia, principalmente pelo mundo em preto e branco e a cada ano se especializam na área.

"O campo de fotografia aqui no Estado ainda é ineficiente, principalmente no que se refere ao apoio e integração entre as universidades em termos de laboratório fotográfico. Além do filme negativo ser raro de ser encontrado nas lojas especializadas, bem como papéis fotográficos dentre outros equipamentos, inclusive, para revelação", ressalva Janaína Moraes. E acrescenta a inexistência de revelação em preto e branco na capital. "É muito difícil trabalhar com preto e branco, já que, com as tecnologias, o fascínio pelo colorido de alta resolução ainda prevalece", comenta Janaína.

As câmeras pinhole requerem um tempo maior de exposição do que as câmeras convencionais devido a pequena abertura. Geralmente a menor resultará em uma melhor resolução de imagem. Os tempos de exposição variam de cinco segundos a até mais de uma hora. Sendo melhor aquela totalmente redonda feita em um pedaço extremamente fino de material. Industrialmente produz-se pinholes utilizando raios laser, mas qualquer pessoa pode produzir pinholes de qualidade suficientemente alta para trabalhos fotográficos.

A arte difunde a fotografia alternativa, onde as imagens são únicas e características do próprio equipamento. Assim, a Fotografia Estenopeica ou Pinhole, é cada vez mais crescente com a existência de sites, comunidades, grupos de discussão e intercâmbios.
Na oficina realizada no núcleo, os alunos irão trabalhar com uma caixinha de fósforo Fiatlux, que corresponde ao mesmo tamanho do filme negativo. A revelação será colorida feita posteriormente em um laboratório especializado.

O Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPDOV), está localizado na Rua Lagarto, 2161, do Bairro Salgado Filho, funcionando de segunda à sexta, das 8h às 12h, e das 14 às 18h. O telefone de contato é o 3211-1505/ 1490.