Exposição do Museu de Arqueologia de Xingó passa uma semana na Emef Alcebíades Melo

Educação
20/05/2008 08h00
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A Escola Municipal de Ensino Fundamental Alcebíades Melo, localizada no bairro Industrial, foi palco durante a última semana da exposição do acervo do Museu de Arqueologia de Xingó, que esteve presente na unidade de ensino por conta do projeto ´O museu vai à escola, a escola vai ao museu - o Max na prática pedagógica´, que teve como objetivo principal mostrar aos estudantes toda a história, ou melhor, a pré-história do Baixo São Francisco sergipano e seus achados arqueológicos desde 1988, quando as primeiras peças foram encontradas.

O material encontrado, que remonta a nove mil anos nos casos dos restos humanos (ossos, arcadas dentárias e esqueletos) e adornos (colares), e a cinco mil anos no caso dos artefatos cerâmicos, foi exposto para os alunos dos turnos da manhã e da tarde. Com uma metodologia específica, os professores foram os primeiros a ser sensibilizados sobre a importância de conhecer a pré-história do Baixo São Francisco do Estado e do Max, criado em 2000.

Em seguida, foi a vez dos alunos, cuja sensibilização aconteceu primeiramente de maneira teórica, com a explicação do que era esta ação, conhecida como vivência pedagógica. No último dia do Max na unidade de ensino, foi realizada a interação entre a teoria e a prática, quando as réplicas de grande parte do acervo da instituição foram mostradas aos estudantes, que não se contiveram, e além de perguntar muito aos monitores, também quiserem tocar nas peças.

Para que as informações passadas fossem fixadas na memória dos jovens da melhor forma possível, foram utilizados jogos educativos e interativos, a exemplo da pescaria, quebra-cabeça, dominó, jogo da memória e comparação entre os elementos descobertos há alguns mil anos, qual a sua serventia naquela época e como são utilizados na atualidade.

"O Max está em Canindé do São Francisco e por isso, há certa dificuldade de muitas escolas irem até nós. Como temos muita coisa para ser dita e para ser mostrada, decidimos que o Max deveria ir até onde o seu público está, e foi daí que surgiu este projeto, que só é possível graças ao patrocínio da Petrobras. Desde que tomamos esta iniciativa o número de escolas solicitando a nossa presença aumentou muito, o que nos deixa felizes", explicou a funcionária da Universidade Federal de Sergipe, Ana Cristina Sandes, coordenadora de ação educativa do Museu de Arqueologia de Xingó.

Entre os projetos desenvolvidos pelo Max estão o "férias arqueológicas", "sítios simulados" e "visita programada de docentes", que por sinal aconteceu neste último final de semana, quando 10 professores da Emef Alcebíades Melo foram passar um dia no Max sem pagar nada por isso. No período de 26 a 30 de maio o Max estará na Escola Municipal de Ensino Fundamental Deputado Jaime Araújo, localizada no bairro Soledade.

De acordo com Natália da Conceição Ramos Evangelista, coordenadora pedagógica da Emef Alcebíades Melo, a presença do Max modificou a rotina da escola, pois desde antes da chegada do material, professores e alunos passaram a abordar com freqüência os assuntos ligados à pré-história como um todo, trabalho que deve continuar mesmo após a retirada de todo o material da unidade de ensino, que aconteceu na última sexta-feira.

"Devemos continuar abordando o assunto através de trabalhos escritos ou até mesmo da construção de maquetes, porque o Max nos deu subsídio para tanto", disse a coordenadora. O resultado encontrado na Emef Alcebíades Melo agradou também a coordenadora da ação, Ana Cristina Sandes, que disse ter percebido na maioria dos estudantes da unidade municipal de ensino, um grande interesse pelo assunto.

"A gente percebeu o envolvimento dos garotos à medida que faziam as atividades com grande interesse, entusiasmo, ou quando agradeciam a oportunidade e diziam que se não estivéssemos lá, dificilmente veriam e aprenderiam tudo o que aprenderam sobre o assunto. O interesse foi visível quando se empolgaram e quiseram tocar nas peças, quando perguntam muito. Ensinar com o apoio do lúdico se torna além de mais interessante, muito mais fácil", finalizou Ana Sandes.