Alegria, animação e muita emoção. Foi dessa forma que o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Madre Tereza de Calcutá, deu início às comemorações juninas. O Cras, que é ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) e mantido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), contribui significativamente para melhorar a vida de crianças, adolescentes e idosos da capital sergipana.
A intergeracionalidade foi marca presente no festejo. A integração de todas as idades demonstrou a preocupação e dedicação da PMA com a população. As crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) abriram a festa com a apresentação de uma quadrilha junina. Com muita dança e cantos, os garotos encantaram o público e deram um brilho a mais à festa.
O Peti, além de ser uma forma de desenvolver a criança para a vida, tem ainda o objetivo de criar cidadãos melhores e com um futuro digno pela frente. "Depois que entrei para o Peti, minha vida mudou. Eu passei a ser uma pessoa melhor, a obedecer meus pais e, principalmente, melhorei na escola e passei a prestar mais atenção às aulas", afirmou Karina Maxmílio, 11, que há quatro anos está no Peti.
"Aqui eu aprendo muitas coisas que eu vou levar para sempre comigo. Essa oportunidade é muito importante para mim e pretendo seguir tudo o que os orientadores falam", frisou Kaitty do Amor Divino Espírito Santo, 9, que participa do programa há dois anos. O Peti vem fortalecendo e enchendo de oportunidades centenas de crianças que antes tinham um passado marcado pela exploração de trabalho infantil e hoje almejam novas perspectivas e têm apenas uma preocupação: sonhar.
Melhor idade
Além da garotada, o grupo de idosos Novo Horizonte, Sol Nascente e Bom Viver também participou da festa. A quadrilha com o pessoal da melhor idade levou muita alegria e animação ao salão, arrancando muitos aplausos e demonstrando todo vigor e vitalidade dos idosos atendidos pelos programas sociais.
Os grupos de idosos têm se tornado cada vez mais uma forma de refúgio e alegria para essa parcela da população. "Eu fiquei viúva e entrei em depressão. Uma amiga minha me trouxe até o grupo Sol Nascente e eu renasci outra vez. Me sinto cada vez mais jovem e saudável. Aqui eu estou feliz e em casa", ressaltou dona Marinalva Menezes Araújo, 57.
"Adoro participar das atividades e reuniões porque desta forma, eu me sinto viva e renovada, além de me dar disposição e energia para todo tipo de atividade. Adoro dançar, mas o forró estou começando a aprender agora", afirmou com alegria dona Zita de Oliveira Santos, que aos 58 anos esbanja animação e vitalidade. "Não podemos pensar que a vida acabou porque chegamos nessa idade. Temos é que continuar vivendo da melhor forma possível", completou.