Com ritmos genuinamente pernambucanos, o grupo Siba e a Fuloresta atraiu um público alternativo na antepenúltima noite de Forró Caju 2008. Antigos sucessos ao ritmo de frevo, maracatu, côco e ciranda fizeram todos dançarem com passos ritmados. A mistura se deve aos sons extraídos da Zona da Mata de Pernambuco e transformados em sons mecânicos. Na estrada há sete anos, o grupo faz apresentações nos mais diversos encontros culturais do país.
O vocalista Siba toca um instrumento chamado ‘bombo de corda', de origem africana, que nos faz lembrar sonoridades das matas e quilombos, ecoados pelos escravos. O músico, que já tocou no Forró Caju em outros anos acompanhando Mestre Ambrósio, diz que "um evento como este dá oportunidades a todos os ritmos e agrada a públicos diversos".
"Siba com seu estilo inovador e singular conquista um público diferente, que vem ao Forró Caju aprender mais sobre música", define o antropólogo Messias Cavalcanti, natural de Maceió, em Alagoas, que está em férias em Aracaju e veio curtir as apresentações do palco Gerson Filho. "Com uma poesia ritmada, Siba exercita os fundamentos da musicalidade bruta e transforma em um verdadeiro cristal", completa o antropólogo.