Com o tema ‘Desafios e Limites Atuais no Cuidado em Álcool e Droga: do CAPS ao território', iniciou-se hoje, quarta-feira, o primeiro Encontro Municipal em Álcool e Droga (AD). O evento, realizado pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), segue até o dia 14, e busca formar redes de discussão e ações articuladas no tratamento do uso abusivo de entorpecentes.
O debate começou com a apresentação do palestrante Décio Alves, que é coordenador do Saúde Mental em Santo André (SP). Ele destacou a importância de se conhecer o panorama e as questões do uso de drogas no país. "A droga é tratada como mercadoria que gera muito lucro. Com a palestra, minha intenção é provocar um olhar para além das questões básicas que se limitam ao sujeito dependente", declarou.
Aracaju
O secretário municipal de Saúde, Marcos Ramos, comentou que o uso de drogas e álcool é crescente, e Aracaju faz parte deste contexto. Ele acrescentou que o encontro acontece em um momento pertinente, colocando a cidade na vanguarda de uma discussão nacional "É importante uma construção e reafirmação da política pública neste setor. Aracaju é modelo no tratamento da saúde mental, então é importante que a gente sedimente essa idéias, mostre a importância, o risco e os danos", disse.
Para a coordenadora municipal da Saúde Mental, Simone Barbosa, Aracaju presta serviços que garantem o cuidado e a saúde dessas pessoas, como os CAPS AD e Infantil, bem como as urgências e clínicas psiquiátricas conveniadas. "A SMS tem como lógica de cuidado a redução de danos, diferente de outros tempos em que se achava que a solução era isolar", explica.
Simone conta que, além de trabalhar o tratamento de usuários dependentes de álcool e drogas, o evento serve como meio de articular parceiros importantes na execução de ações na área. "Entendemos que o cuidado em saúde não é a única coisa que precisa ser feita, por isso esse encontro propicia o fortalecimento da política em outros âmbitos", completa.
A promotora de Defesa da Pessoa com Deficiência, Berenice Andrade, concorda que, além da redução de danos, é importante incluir o indivíduo na sociedade, dando a ele chances que contribuam para diminuição do uso abusivo de drogas. "Estou feliz e apóio todas as ações do município. Quero dizer que estamos na vigilância, pois a nossa preocupação é justamente o bem estar do cidadão", diz.