Uma das ações recomendadas pelo Programa Nacional de Combate à Dengue, do Ministério da Saúde (MS), para garantir que o índice de larvas do Aedes aegypti nas cidades seja menor que 1% é o cadastramento e a fiscalização de Pontos Estratégicos (PE). Estão incluídos nessa identificação áreas onde há grande concentração de depósitos preferenciais para a desova do mosquito da dengue. A iniciativa de cadastrar e fiscalizar os pontos em Aracaju é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que realiza visitas quinzenalmente.
Como parte das ações de combate à dengue, estabelecimentos como ferros-velhos, borracharias, transportadoras, depósitos de produtos recicláveis e cemitérios recebem agentes de endemias do município, que em caso de presença de criadouros do Aedes aegypti tratam os focos e aplicam inseticida na área. Os locais considerados de risco são cadastrados quando a equipe do Programa Municipal de Combate à Dengue constata que a área se encaixa no perfil de Pontos Estratégicos durante as visitas previstas no cronograma de cada bairro.
Em caso de reincidência do descuido com objetos que podem se tornar criadouros do mosquito, o proprietário do estabelecimento está sujeito a multas e até à perda da licença sanitária, de acordo com a Lei municipal 3552/2008. É considerado criadouro todo recipiente utilizado para finalidade específica, que armazene ou possa vir a armazenar água, seja pela ação da chuva ou pela ação do homem, e que esteja acessível à fêmea do Aedes aegypti para postura dos seus ovos. Também são caracterizados como criadouros ralos, calhas, piscinas, tanques em obras, em borracharias, floriculturas, etc.
LIRAa
A pesquisa responsável por constatar a porcentagem de infestação do mosquito da dengue é o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). O último levantamento feito pela SMS indicou que Aracaju se encontra em situação de alerta. De acordo com o diagnóstico, até o momento, no mês de março deste ano, foi identificado aumento de índice larvário no território aracajuano de 1,1%, chegando a 2,6% em algumas localidades. No mês de janeiro de 2009, o índice estava em 1,5%.
Ainda de acordo com o resultado do levantamento larvário, 11 bairros de Aracaju são considerados de baixo risco, com índices abaixo de 1%; 18 bairros apresentam médio risco (alerta), com índice entre 1% e 3,9%; e sete bairros apresentam índice acima de 4%, considerado de alto risco. Apesar do registro de aumento, os dados epidemiológicos da dengue na capital continuam confirmando a tendência de queda, com relação ao mesmo período de 2008.
Este mês, o número de casos confirmados de dengue apresentou diminuição de 99,68% em relação ao mês de março do ano passado. "É importante ressaltar que os dados de março são parciais. O prazo para o encerramento do total de casos de dengue é de até 60 dias, quando alimentados no Sistema Nacional de Notificação [Sinan]", explica coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Taíse Cavalcante.