Praça Fausto Cardoso é cenário das grandes manifestações populares da cidade

Agência Aracaju de Notícias
28/03/2009 08h00
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"Poucos lugares aracajuanos carregam tanta simbologia, tem tanto a ver com a vida da cidade, quanto a Praça Fausto Cardoso, seguida da própria praça onde está a Catedral: diferentes em suas denominações e em seus usos". Essa frase do jornalista e historiador Luiz Antônio Barreto relata o quanto a Fausto Cardoso, surgida dois anos depois de Aracaju ter sido transformada em capital da antiga Província de Sergipe, sempre serviu como palco de grandes manifestações e como centro das relações sociais.

Da praça a cidade ramificava-se para todos os lados, beirando o rio Sergipe. Pela rua João Pessoa - que já se chamou rua do Barão e rua de Japaratuba -, o comércio escorria, de cima a baixo. A praça Fausto Cardoso, então, era uma divisa da cidade: para o norte, o comércio, os bancos, os estacionamentos, o porto, a estação ferroviária, os mercados, os caminhões de feira, e, mais adiante, as fábricas do bairro Industrial; para o oeste as ruas populares - Vitória (hoje Carlos Burlamaqui) e Bonfim (hoje Getúlio Vargas, mas também já foi Sete de Setembro), São Cristóvão e Laranjeiras, as oficinas, os bairros populosos; para o sul as residências burguesas, as ruas arborizadas, o caminho das praias.

De acordo com a historiadora Terezinha Oliva, a Fausto Cardoso era central por aglutinar os órgãos políticos da época. "A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas ‘Diretas Já', e aglutinava também os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações", explica a historiadora. 

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